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Informativo n°. 4

REVISTA DO HOSPITAL ESPANHOL N° 4

Indice

 

EDITORIAL

Ética da Informação


Ética, uma palavra tão em voga ultimamente, tão falada e tão escrita, mas tão pouco colocada em prática. Nós temos direito de sempre tentar o melhor, mas também temos o dever de sempre manter a ética. Quando se trata de informação, a ética tem que ser observada com rigor. Não podemos induzir ninguém a agir conforme nossos desejos, usando a comunicação.
As informações tem que ser verdadeiras, para não cairmos na cilada de desmoralizar nossa mensagem. A informação é um bem precioso e por isso deve ser usada com responsabilidade e coerência. Trata-se de um bem, castrado em muitos países. A liberdade de informar, a liberdade de expressão nos impõe um preceito, uma obrigação, se podemos livremente usar esse bem, temos que saber usá-lo.
Diferente de algumas décadas atrás, hoje temos diversos meios para divulgar a informação, tais como televisão, rádio, jornal, revista, carta, outdoor e internet entre outros. Com tantos meios à nossa disposição, acaba acontecendo o abuso e, conseqüentemente, a falta de ética, o abuso de informar coisas que ninguém pediu para receber. Esses atos de abuso têm várias formas: são e mails indecentes, informações que não servem para nada, enfim, o abuso pelo abuso. E quem ganha com isso ?
A princípio, ninguém. Porque toda vez que recebemos alguma informação não solicitada ou que não tenha ética, a ignoramos, ela não atinge o seu objetivo final.
A falta de ética na informação viola, ainda, um princípio básico, o respeito aos nossos endereços, sejam eles físicos ou eletrônicos. Como recebemos informações sem nunca ter fornecido nosso endereço? Como é possível alguém conseguir um cadastro de endereços sem pedir permissão a ninguém ? É ética sendo agredida mais uma vez. Abrimos os nossos e mails e surgem diversas mensagens de pessoas que nunca vimos, recebemos cartas e correspondências de pessoas que não conhecemos.
Certamente, não demos os nossos endereços. Logo, conseguiram nossa direção por meios não legais, sem autorização, outras vezes através da venda desses dados por funcionários inescrupulosos. Uma das preocupações das grandes corporações, é a de manter esses dados fora do alcance de pessoas que não estão preocupadas com a ética.
Por tudo isso, nós, do Hospital Espanhol, estamos cada vez mais preocupados em dar informações pautadas sempre na triangulação ética-veracidade-bom senso, para cada vez mais valorizarmos o noss Informe, respeitando que está do outro lado lendo as notícias que estamos veiculando. Preocupação, também de manter um outro bem confiado a nós, que é seu cadastro, punindo sempre que houver abuso por parte de alguém de quem quer que seja.

José Paredes
 

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ENTREVISTA: 3 DÉCADAS DEDICADAS AO HOSPITAL ESPANHOL

 
 Quem vê o Hospital Espanhol nos dias de hoje não imagina em que condições a instituição vivia na década de 70. Havia pequenos prédios, apenas seis diminutas salas consultórios e não dispunha de Emergência. Dificuldades constantes que exigiam grande abnegação da equipe médica. Seus integrantes sequer contavam com o apoio de atendentes: eles davam banho nos pacientes internados e até lhes serviam as refeições. Foi esse o cenário que o recém formado Joe Ferreira de Souza encontrou para começar seu estágio médico, em 1974. É claro, ele jamais imaginaria que um dia seria Diretor Médico do Hospital. Humilde, fiel às suas raízes fincadas em Itaguaçu, interior do Espírito Santo, ele juntou-se à equipe e pôs mãos à obra. 

Formado pela Universidade Federal do Espírito Santo, neurologista e cirurgião, o Dr. Joe Ferreira de Souza passava quase 24 horas num hospital em que faltava quase tudo, até um funcionário que soubesse usar a máquina de escrever. Isso não foi problema para ele. Afinal, tirara seu curso de datilografia aos 7 anos de idade e um ano depois exercia essa "profissão", em Itaguaçu. "Eu não sabia o que estava escrevendo, mas batia tudo com perfeição, fosse cartas comerciais, requerimentos ... tudo o que as pessoas pediam", lembra. Médico, ele também datilografava documentos da instituição. Vez por outra, olhava para aquelas casas velhas, localizadas onde é hoje o estacionamento do hospital e as imaginava fora dali. Era apenas imaginação, mas isso viria a acontecer. E com sua participação. Trabalho e dedicação sempre geram resultados e, em 1980, ele aceitou o convite para assumir a direção do hospital.
Arregaçou as mangas e iniciou uma dura empreitada: a de reformular a Administração, que precisava estar afinada com os objetivos da instituição. O dia precisava ter não 24, mas 48 horas, pensava. Mas acabou conseguindo seus objetivos. O setor de faturamento foi otimizado e o senso de criatividade e improvisação do Dr. Joe deu resultado. E chegou o dia em que o médico apresentou o primeiro superávit financeiro co hospital. Para espanto da diretoria que jamais havia recebido tal notícia. Dinheiro quase nunca aparece com facilidade, mas o Dr. Joe sempre se esforçou para conseguir fundos.
Como os que obteve, ainda na década de 80, para reformar o terceiro andar, onde havia uma enfermaria com 42 leitos para pacientes com doenças vasculares periféricas. Com o passar do tempo, o Hospital Espanhol começou a incorporar elementos tecnológicos. Chegou o primeiro aparelho de endoscopia digestiva alta; depois o primeiro aparelho de laparoscopia, e os de uretrocistoscopia e retosigmoidoscopia. Aparelhagem com nomes difíceis de ler, mas importantes para salvar vidas e criar diferenciais e referências para o Hospital Espanhol.
Foram anos de muito trabalho, de constantes obras, reformulação e atualização com o avanço da ciência, visando à melhoria do atendimento aos associados do hospital. Hoje, com uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aparelhada com o que há de mais moderno - serviço de imagem com tomografia e um Centro Cirúrgico com tecnologia para atender cirurgias de grande porte, o Hospital Espanhol já é uma referência. "Até outubro de 1994, aparecíamos na Classe C, no ranking da Associação de Hospitais da Cidade do Rio de Janeiro. A partir daquele mês, a Associação nos conferiu posição na Classe A. Longe de nos envaidecer, essa classificação nos estimula a querer melhorar ainda mais. Hoje, por exemplo, temos equipamentos usados nos melhores estabelecimentos hospitalares da Europa e Estados Unidos, como o utilizado para videolparoscopia, o intensificador de imagem e o bisturi de argônio. Temos um setor de hotelaria de alta qualidade e vamos continuar assim, sempre procurando criar um padrão ótimo de atendimento aos nossos pacientes", afirma. Também diretor do Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, Joe Ferreira de Souza é um observador atento das questões de saúde no Brasil.
Ele defende a idéia de institucionalizar o atendimento à população de baixa renda através dos médicos-de-família, algo que já vem sendo feito em algumas cidades do Estado do Rio, com o apoio da Universidade Federal Fluminense. Para ele, essa medida tem plena afinidade com a Medicina Preventiva que, se efetivamente exercida, desafogará a rede hospitalar oficial, com a redução do número de internações. De repente, ele pára de falar e dá uma olhada panorâmica no hospital. Afinal, muito que está implantado hoje nesta área tem seu suor e dedicação.
O Dr. Joe Ferreira de Souza queria ser apenas médico, neurologista, cirurgião. Mas transformou-se em médico-administrador, um trabalhador, como se classifica. "No fundo, no fundo, sou um generalista." O mais importante para mim, maior lição que tudo isto me deu é que, na Medicina, em qualquer que seja o setor onde o profissional atue, o fator principal é dedicação e desapego a valores que não contribuem para o verdadeiro exercício da profissão", concluiu o Diretor Médico do Hospital Espanhol.
 

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HOSPITAL GANHA EMERGÊNCIA DE ÚLTIMA GERAÇÃO

 
O Hospital Espanhol acaba de cumprir mais uma importante etapa do seu plano de modernização com a inauguração do Centro de Emergência, ocorrido no último dia 13 de junho. A partir de agora, os pacientes que venham a precisar de seus serviços contarão com equipamentos de última geração para pronto socorro e uma equipe médica altamente qualificada e treinada nos padrões ATLS (Advanced Trauma Life Support).
 
A nova unidade do Hospital Espanhol funciona 24 horas por dia no andar térreo e sua inauguração foi prestigiada pela Diretoria da Sociedade Espanhola de Beneficência (SEB), tendo à frente o presidente, José Paredes Gerpe.

Preparado para atender pequenas cirurgias e reanimação cardiorespiratória, trê s leitos de repouso, central de oxigenoterapia e uma sala para curativos, este moderno Centro de Emergência incorpora ao Hospital Espanhol a mais moderna tecnologia, posicionando-o como referência de pronto atendimento. Destacam-se nesse universo, dentre outros equipamentos, os cardioversores com monitores multiparamétricos, marca-passo, bombas digitais para infusão de medicamentos e eletrocardiógrafo portátil com três canais.

O Centro de Emergência dispõe, ainda, de um Oxicapnógrafo e Vital Wave para monitorização cardíaca, kits de silicone autoclaváveis para reanimação cardiorespiratória (infantil e adulto), central de Inaloterapia, mesa cirúrgica para pequenas intervennções de emergência, carro maca com 4 rodízios giratórios, com grades de regulagem retrátil e freios, Unidade Móvel de Emergência totalmente equipada, aspiradores de secreção a vácuo em todos os leitos, além de painéis respiratórios modulados de parade também instalados em todos os leitos.

Para o presidente da SEB, José Paredes Gerpe, o Centro de Emergência do Hospital Espanhol ressalta o trabalho de toda uma equipe, dedicada à constante melhoria no atendimentos aos pacientes. "O Hospital Espanhol buscará sempre atualizar seus procedimentos, não só na área clínica, médica e de pronto socorro, mas também em sua administração, ponto básico para que todo o conjunto funcione perfeitamente", afirmou.
 
 

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RECOMENDAÇÕES DE UM ESPECIALISTA

 
"Por indicação do Dr. Rafael Luna, na decada de 80 (não vou precisar o ano para não nos envelhecer mais) vim procurar o Diretor Médico do Hospital Espanhol, Dr. Joe Ferreira de Souza, que com a maior simpatia nos acolheu como novo "urólogo" desta Casa, cuja evolução temos testemunhado desde então. Graças aos esforços de pessoas extraordinárias, muitas das vezes mantendo o anonimato, mas contribuindo para o progresso do hospital.

A Clínica de Urologia não ficou para trás. Aos poucos, incorporamos novos equipamentos necessários à tecnologia avançada, para os tratamentos considerados como de baixa agressividade. Convidamos vários colegas para participarem da unidade de litotripsia extra corpórea (tratamento do cálculo sem cirurgia), enriquecendo o corpo clínico do hospital, também frequentado por especialistas da melhor qualidade, do IASERJ e do INCA, atraídos pela tecnologia disponível no Centro Cirúrgico.

A Urologia tem sala própria para atendimento e faz cirurgia eletiva todas as semanas, com a média de 20 procedimentos/mês. Se considerarmos as operações de urologia realizadas no hospital por todos os especialistas, esta média sobe para 60 casos, incluindo as emergências. Para tant, tem sido fundamental o apoio do Corpo de Enfermagem, das unidaes Coronarianas, CTI, Raio X e Laboratório.

A operação da próstata é a mais frequente. De um modo geral, todo homem acima dos 50 anos deve procurar o urologista para uma entrevista com avaliação clínica e laboratorial. Só o exame do PSA não é suficiente: hay que hacer el toque. Além do que, na entrevista, podemos conversar sobre outros assuntos de interesse do homem, como por exemplo, a qualidade do desempenho sexual. A reposição hormonal é tema da atualidade e o urólogo pode participar deste tratamento com segurança.

Enfim, não nos cabe fazer um convite, mas podemos dizer, com segurança, que estamos bem equipados, técnica e profissionalmente para atendê-los. Un saludo

Dr. Luiz Carlos Duarte de Miranda (Chefe da Clínica de Urologia)

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