Informativo n°. 4
REVISTA DO HOSPITAL ESPANHOL N° 4
Indice
- EDITORIAL
- ENTREVISTA: 3 DÉCADAS DEDICADAS AO HOSPITAL ESPANHOL
- HOSPITAL GANHA EMERGÊNCIA DE ÚLTIMA GERAÇÃO
- RECOMENDAÇÕES DE UM ESPECIALISTA
EDITORIAL
Ética da Informação
Ética, uma palavra tão em voga ultimamente, tão falada e tão escrita,
mas tão pouco colocada em prática. Nós temos direito de sempre tentar o
melhor, mas também temos o dever de sempre manter a ética. Quando se
trata de informação, a ética tem que ser observada com rigor. Não
podemos induzir ninguém a agir conforme nossos desejos, usando a
comunicação.
As informações tem que ser verdadeiras, para não cairmos na cilada de
desmoralizar nossa mensagem. A informação é um bem precioso e por isso
deve ser usada com responsabilidade e coerência. Trata-se de um bem,
castrado em muitos países. A liberdade de informar, a liberdade de
expressão nos impõe um preceito, uma obrigação, se podemos livremente
usar esse bem, temos que saber usá-lo.
Diferente de algumas décadas atrás, hoje temos diversos meios para
divulgar a informação, tais como televisão, rádio, jornal, revista,
carta, outdoor e internet entre outros. Com tantos meios à nossa
disposição, acaba acontecendo o abuso e, conseqüentemente, a falta de
ética, o abuso de informar coisas que ninguém pediu para receber. Esses
atos de abuso têm várias formas: são e mails indecentes, informações
que não servem para nada, enfim, o abuso pelo abuso. E quem ganha com
isso ?
A princípio, ninguém. Porque toda vez que recebemos alguma informação
não solicitada ou que não tenha ética, a ignoramos, ela não atinge o
seu objetivo final.
A falta de ética na informação viola, ainda, um princípio básico, o
respeito aos nossos endereços, sejam eles físicos ou eletrônicos. Como
recebemos informações sem nunca ter fornecido nosso endereço? Como é
possível alguém conseguir um cadastro de endereços sem pedir permissão
a ninguém ? É ética sendo agredida mais uma vez. Abrimos os nossos e
mails e surgem diversas mensagens de pessoas que nunca vimos, recebemos
cartas e correspondências de pessoas que não conhecemos.
Certamente, não demos os nossos endereços. Logo, conseguiram nossa
direção por meios não legais, sem autorização, outras vezes através da
venda desses dados por funcionários inescrupulosos. Uma das
preocupações das grandes corporações, é a de manter esses dados fora do
alcance de pessoas que não estão preocupadas com a ética.
Por tudo isso, nós, do Hospital Espanhol, estamos cada vez mais
preocupados em dar informações pautadas sempre na triangulação
ética-veracidade-bom senso, para cada vez mais valorizarmos o noss
Informe, respeitando que está do outro lado lendo as notícias que
estamos veiculando. Preocupação, também de manter um outro bem confiado
a nós, que é seu cadastro, punindo sempre que houver abuso por parte de
alguém de quem quer que seja.
José Paredes
ENTREVISTA: 3 DÉCADAS DEDICADAS AO HOSPITAL ESPANHOL
Quem vê o Hospital Espanhol nos dias de hoje não imagina em que
condições a instituição vivia na década de 70. Havia pequenos prédios,
apenas seis diminutas salas consultórios e não dispunha de Emergência.
Dificuldades constantes que exigiam grande abnegação da equipe médica.
Seus integrantes sequer contavam com o apoio de atendentes: eles davam
banho nos pacientes internados e até lhes serviam as refeições. Foi
esse o cenário que o recém formado Joe Ferreira de Souza encontrou para
começar seu estágio médico, em 1974. É claro, ele jamais imaginaria que
um dia seria Diretor Médico do Hospital. Humilde, fiel às suas raízes
fincadas em Itaguaçu, interior do Espírito Santo, ele juntou-se à
equipe e pôs mãos à obra.
Formado pela Universidade Federal do Espírito Santo, neurologista e
cirurgião, o Dr. Joe Ferreira de Souza passava quase 24 horas num
hospital em que faltava quase tudo, até um funcionário que soubesse
usar a máquina de escrever. Isso não foi problema para ele. Afinal,
tirara seu curso de datilografia aos 7 anos de idade e um ano depois
exercia essa "profissão", em Itaguaçu. "Eu não sabia o que estava
escrevendo, mas batia tudo com perfeição, fosse cartas comerciais,
requerimentos ... tudo o que as pessoas pediam", lembra. Médico, ele
também datilografava documentos da instituição. Vez por outra, olhava
para aquelas casas velhas, localizadas onde é hoje o estacionamento do
hospital e as imaginava fora dali. Era apenas imaginação, mas isso
viria a acontecer. E com sua participação. Trabalho e dedicação sempre
geram resultados e, em 1980, ele aceitou o convite para assumir a
direção do hospital.
Arregaçou as mangas e iniciou uma dura empreitada: a de reformular a
Administração, que precisava estar afinada com os objetivos da
instituição. O dia precisava ter não 24, mas 48 horas, pensava. Mas
acabou conseguindo seus objetivos. O setor de faturamento foi otimizado
e o senso de criatividade e improvisação do Dr. Joe deu resultado. E
chegou o dia em que o médico apresentou o primeiro superávit financeiro
co hospital. Para espanto da diretoria que jamais havia recebido tal
notícia. Dinheiro quase nunca aparece com facilidade, mas o Dr. Joe
sempre se esforçou para conseguir fundos.
Como os que obteve, ainda na década de 80, para reformar o terceiro
andar, onde havia uma enfermaria com 42 leitos para pacientes com
doenças vasculares periféricas. Com o passar do tempo, o Hospital
Espanhol começou a incorporar elementos tecnológicos. Chegou o primeiro
aparelho de endoscopia digestiva alta; depois o primeiro aparelho de
laparoscopia, e os de uretrocistoscopia e retosigmoidoscopia.
Aparelhagem com nomes difíceis de ler, mas importantes para salvar
vidas e criar diferenciais e referências para o Hospital
Espanhol.
Foram anos de muito trabalho, de constantes obras, reformulação e
atualização com o avanço da ciência, visando à melhoria do atendimento
aos associados do hospital. Hoje, com uma Unidade de Terapia Intensiva
(UTI) aparelhada com o que há de mais moderno - serviço de imagem com
tomografia e um Centro Cirúrgico com tecnologia para atender cirurgias
de grande porte, o Hospital Espanhol já é uma referência. "Até outubro
de 1994, aparecíamos na Classe C, no ranking da Associação de Hospitais
da Cidade do Rio de Janeiro. A partir daquele mês, a Associação nos
conferiu posição na Classe A. Longe de nos envaidecer, essa
classificação nos estimula a querer melhorar ainda mais. Hoje, por
exemplo, temos equipamentos usados nos melhores estabelecimentos
hospitalares da Europa e Estados Unidos, como o utilizado para
videolparoscopia, o intensificador de imagem e o bisturi de argônio.
Temos um setor de hotelaria de alta qualidade e vamos continuar assim,
sempre procurando criar um padrão ótimo de atendimento aos nossos
pacientes", afirma. Também diretor do Hospital Rio Mar, na Barra da
Tijuca, Joe Ferreira de Souza é um observador atento das questões de
saúde no Brasil.
Ele defende a idéia de institucionalizar o atendimento à população de
baixa renda através dos médicos-de-família, algo que já vem sendo feito
em algumas cidades do Estado do Rio, com o apoio da Universidade
Federal Fluminense. Para ele, essa medida tem plena afinidade com a
Medicina Preventiva que, se efetivamente exercida, desafogará a rede
hospitalar oficial, com a redução do número de internações. De repente,
ele pára de falar e dá uma olhada panorâmica no hospital. Afinal, muito
que está implantado hoje nesta área tem seu suor e dedicação.
O Dr. Joe Ferreira de Souza queria ser apenas médico, neurologista,
cirurgião. Mas transformou-se em médico-administrador, um trabalhador,
como se classifica. "No fundo, no fundo, sou um generalista." O mais
importante para mim, maior lição que tudo isto me deu é que, na
Medicina, em qualquer que seja o setor onde o profissional atue, o
fator principal é dedicação e desapego a valores que não contribuem
para o verdadeiro exercício da profissão", concluiu o Diretor Médico do
Hospital Espanhol.
HOSPITAL GANHA EMERGÊNCIA DE ÚLTIMA GERAÇÃO
O Hospital Espanhol acaba de cumprir mais uma importante etapa do seu
plano de modernização com a inauguração do Centro de Emergência,
ocorrido no último dia 13 de junho. A partir de agora, os pacientes que
venham a precisar de seus serviços contarão com equipamentos de última
geração para pronto socorro e uma equipe médica altamente qualificada e
treinada nos padrões ATLS (Advanced Trauma Life Support).
A nova unidade do Hospital Espanhol funciona 24 horas por dia no andar
térreo e sua inauguração foi prestigiada pela Diretoria da Sociedade
Espanhola de Beneficência (SEB), tendo à frente o presidente, José
Paredes Gerpe.
Preparado para atender pequenas cirurgias e reanimação cardiorespiratória, trê s leitos de repouso, central de oxigenoterapia e uma sala para curativos, este moderno Centro de Emergência incorpora ao Hospital Espanhol a mais moderna tecnologia, posicionando-o como referência de pronto atendimento. Destacam-se nesse universo, dentre outros equipamentos, os cardioversores com monitores multiparamétricos, marca-passo, bombas digitais para infusão de medicamentos e eletrocardiógrafo portátil com três canais.
O Centro de Emergência dispõe, ainda, de um Oxicapnógrafo e Vital Wave para monitorização cardíaca, kits de silicone autoclaváveis para reanimação cardiorespiratória (infantil e adulto), central de Inaloterapia, mesa cirúrgica para pequenas intervennções de emergência, carro maca com 4 rodízios giratórios, com grades de regulagem retrátil e freios, Unidade Móvel de Emergência totalmente equipada, aspiradores de secreção a vácuo em todos os leitos, além de painéis respiratórios modulados de parade também instalados em todos os leitos.
Para o presidente da SEB, José Paredes Gerpe, o Centro de Emergência
do Hospital Espanhol ressalta o trabalho de toda uma equipe, dedicada à
constante melhoria no atendimentos aos pacientes. "O Hospital Espanhol
buscará sempre atualizar seus procedimentos, não só na área clínica,
médica e de pronto socorro, mas também em sua administração, ponto
básico para que todo o conjunto funcione perfeitamente", afirmou.
RECOMENDAÇÕES DE UM ESPECIALISTA
"Por indicação do Dr. Rafael Luna, na decada de 80 (não vou precisar o
ano para não nos envelhecer mais) vim procurar o Diretor Médico do
Hospital Espanhol, Dr. Joe Ferreira de Souza, que com a maior simpatia
nos acolheu como novo "urólogo" desta Casa, cuja evolução temos
testemunhado desde então. Graças aos esforços de pessoas
extraordinárias, muitas das vezes mantendo o anonimato, mas
contribuindo para o progresso do hospital.
A Clínica de Urologia não ficou para trás. Aos poucos, incorporamos novos equipamentos necessários à tecnologia avançada, para os tratamentos considerados como de baixa agressividade. Convidamos vários colegas para participarem da unidade de litotripsia extra corpórea (tratamento do cálculo sem cirurgia), enriquecendo o corpo clínico do hospital, também frequentado por especialistas da melhor qualidade, do IASERJ e do INCA, atraídos pela tecnologia disponível no Centro Cirúrgico.
A Urologia tem sala própria para atendimento e faz cirurgia eletiva todas as semanas, com a média de 20 procedimentos/mês. Se considerarmos as operações de urologia realizadas no hospital por todos os especialistas, esta média sobe para 60 casos, incluindo as emergências. Para tant, tem sido fundamental o apoio do Corpo de Enfermagem, das unidaes Coronarianas, CTI, Raio X e Laboratório.
A operação da próstata é a mais frequente. De um modo geral, todo homem acima dos 50 anos deve procurar o urologista para uma entrevista com avaliação clínica e laboratorial. Só o exame do PSA não é suficiente: hay que hacer el toque. Além do que, na entrevista, podemos conversar sobre outros assuntos de interesse do homem, como por exemplo, a qualidade do desempenho sexual. A reposição hormonal é tema da atualidade e o urólogo pode participar deste tratamento com segurança.
Enfim, não nos cabe fazer um convite, mas podemos dizer, com segurança, que estamos bem equipados, técnica e profissionalmente para atendê-los. Un saludo
Dr. Luiz Carlos Duarte de Miranda (Chefe da Clínica de Urologia)

