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Revista n°. 15

REVISTA DO HOSPITAL ESPANHOL N° 15

ÍNDICE

 
EDITORIAL

O usuário na linha de frente

Cada vez mais, a atual diretoria da SEB vem se empenhado para oferecer aos clientes do Hospital Espanhol o melhor atendimento em saúde. Quem utilizou os serviços do Hospital Espanhol nos últimos meses deve ter percebido a mudança qualitativa na estrutura física da instituição, nos procedimentos adotados e nos tratamentos oferecidos, agora bem diversificados. Além disso, procuramos investir na capacitação das equipes - através de cursos e palestras - e na agilidade e eficiência de todos os setores.
Uma das áreas que ampliou seu desempenho devido a reformas, à chegada de equipamentos de última geração (monitores, aparelho de raio x e camas eletrônicas) e ao aumento do número de leitos para 24 unidades foi o Centro de Terapia Intensiva (CTI). Vale ressaltar que as obras se realizaram de acordo com as normas vigentes e sob rigorosa fiscalização, inclusive da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O ambulatório, por sua vez, também ganhou mais leitos, enquanto o setor de ortopedia será transferido para um local maior em função da demanda.

Mas as mudanças não atingiram apenas a parte clínica. Passamos a adotar um sistema de informática apropriado à nossa gestão, o Trak Health, já utilizado em hospitais de grande porte e conceito, como o Albert Einstein (SP), o da UFRJ e a Clínica Perinatal (Laranjeiras-Rio), por exemplo. Tudo isso, somado, está transformando o Hospital Espanhol numa instituição de referência em seu segmento, o que se reflete a cada expansão dos nossos serviços e a cada voto de confiança depositado em nosso trabalho.
Nesta edição da revista da SEB, você terá oportunidade de conhecer outras novidades em andamento " como a compra de um prédio ao lado do hospital ", que vão resultar em benefícios aos usuários de nossas instalações. Planejamos criar novas unidades de atendimento e proporcionar um crescente conforto às pessoas que circulam em nossas dependências.

Àqueles que caminham conosco nesta empreitada, nosso muito obrigado por apostarem no fortalecimento da SEB e no aperfeiçoamento do Hospital Espanhol. Vamos continuar, com certeza, fazendo juz a essa credibilidade.

Manuel Paredes Gerpe - Diretor Administrativo Hospitalar

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COMPROMISSO COM A SAÚDE

O governo autônomo de Galícia continua cumprindo 0 papel de melhorar as condições de vida dos emigrantes galegos que se encontram em situação precária. A , questão preocupa muito as autoridades espanholas porque a Galícia está entre as regiões da Europa mais impactadas pelos altos índices de emigração.

Este apoio a instituições, do mundo inteiro, que prestam assistência aos emigrantes galegos - como o Hospital Espanhol, por exemplo - se processa por meio de repasses financeiros. Este ano, o Conselho de Imigração da "Xunta de Galicia" (órgão colegiado) já doou as verbas, destinadas a investimentos em diversos ítens. Três deles contemplam o Hospital Espanhol: serviços de saúde, melhoria de instalações e compra de equipamentos.

Outra colaboração importante às entidades de auxílio a cidadãos galegos vem, anualmente, da "Fundación Galicia Emigración", criada em 2002 como fruto de compromisso entre o governo de Galícia e um grupo de empresas da comunidade espanhola, públicas e privadas. Com orçamento fixo de 280 mil euros, fora as colaborações, a Fundação atende emigrantes no Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela, encaminhando recursos para Ihes proporcionar atenção nos campos da saúde, da educação e cultura, do lazer e jurídico.

No caso do Hospital Espanhol, a ajuda tem chegado desde 2002 para atender a espanhóis em grave situação socioeconômica. A ação da Fundação beneficia, particularmente, crianças e jovens de famílias galegas emigradas, pois favorece iniciativas voltadas para a formação educacional e profissional desse público e mantêm vivos e fortes os vínculos que os unem à Espanha. Além disso, sensibiliza não só a colônia epanhola, mas a sociedade em geral, para o crescente fluxo da emigração nos últimos anos, sobretudo em alguns países.

Convém lembrar que o governo de Galícia, além do que proporciona aos emigrantes galegos, faz também questão de fiscalizar a aplicação das doações nas instituições conveniadas. Verifica se o montante de recursos foi mesmo utilizado para os fins a que se propõem, evitando, assim, qualquer desvio na realização dos seus programas beneficentes.

Consciente de sua responsabilidade quanto à saúde da população galega de baixa renda no Rio de Janeiro, o Hospital Espanhol jamais deixou de elaborar um só relatório, dando ciência de como utilizou a verba em favor de um atendimento mais ágil, qualificado e eficaz.

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ENFERMAGEM LUTA MELHOR PELA VIDA

Profissionais avançam em conhecimentos e práticas

Para prestar uma homenagem toda especial aos enfermeiros em maio, quando comemoram o dia nacional da categoria, o Hospital Espanhol promoveu em 23 e 24 daquele mês a IV Semana de Enfermagem, na Casa de Espanha.

Organizado pela coordenadora geral de enfermagem, Natali Valverde, o evento contou com 145 participantes, inclusive profissionais de outros estabelecimentos. Prestigiaram o encontro o presidente da SEB, José Paredes, o diretor médico do Hospital Espanhol, José Paulo de Jesus, e a farmacêutica responsável, Dra Elizangela Santos de Abreu. Há um ano e cinco meses na função, Natali explica que dividiu o encontro em dois dias por causa dos plantões dos enfermeiros. Assim, pelo menos numa das datas, todos puderem comparecer.

Além disso, a solução permitiu maior número de palestras - a maior parte ministrada por professores da Faculdade São Camilo - e o aprofundamento dos debates.
Para uma abordagem a mais ampla possível, os temas procuraram enfocar diversos campos de atuação do enfermeiro, entre eles a assistência a queimados, a pacientes com câncer e a portadores de problemas cardio-repiratórios. Também foram contemplados assuntos como ética na profissão, terapia nutricional nas úlceras de pressão e o programa de gerenciamento de resíduos que está em curso no Hospital Espanhol (veja matéria nesta edição).

Na hora do encerramento, que conservou o mesmo estilo caprichado dos demais momentos do evento, houve sorteio de eletrodomésticos e distribuição generalizada de brindes. Um final feliz para uma iniciativa de sucesso, como confirma a coordenadora da clínica médica do Hospital Espanhol, Dra Priscilla Thaeobald.

"Esta IV Semana conseguiu superar a do ano anterior: ficou mais recheada e completa. E o fato é bastante positivo, pois, com a nova dinâmica dos Centros de Terapia Intensiva, o Hospital Espanhol tornou-se de grande porte, o trabalho cresceu, e mal temos tempo de nos falar durante o expediente para a troca de experiências", comenta Priscilla.

Adicionais de qualidade
Além do empenho para viabilizar a Semana de Enfermagem, Natalie Valverdi vem fomentando uma série de ações inovadoras em sua área, muitas com foco na prevenção de problemas de saúde e no reforço da equipe. Ela apoiou, por exemplo, a formação de uma parceria com a Faculdade São Camilo, que visa recrutar acadêmicos do curso de Enfermagem e de Administração Hospitalar para estagiarem no Hospital Espanhol.

Fora essa conquista, existem muitas novidades no setor de enfermagem que contribuem para otimizar os resultados. Os funcionários passaram a adotar uniforme e o uso de rede nos cabelos; criou-se a Comissão de Curativos, com cinco integrantes (que todas as quintasfeiras avaliam os pacientes com alguma ferida e propõem meios de melhorar o acompanhamento de cada caso); e hoje há um carrinho que percorre o hospital para recolher utensílios médicos - agora lacrados - e repor imediatamente os materiais.

A coordenadora de Enfermagem do Hospital Espanhol ainda implantou vários instrumentos de controle. Dois deles: o Histórico de Enfermagem, impresso que possibilita diagnosticar se o paciente deve ser isolado, e o quadro branco, informativo com o nome dos internos, a dieta prescrita e, se estiver em isolamento, um adesivo vermelho indicando a situação.

Uma outra importante iniciativa de Natali consistiu na criação do projeto Educação Contínua, que toda semana oferece palestras aos enfermeiros do hospital para mantê-los atualizados.

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ALIMENTAR-SE COM SABEDORIA, EIS A QUESTÃO

Nos últimos meses, muitos fatos alteraram a rotina do Hospital Espanhol - para melhor, é claro. E um deles foi a transformação radical do setor de nutrição, a partir da contratação de uma coordenadora, Maria Aparecida Magalhães da Costa, e de uma pequena equipe, compos ta pelas nutricionistas Adriana Tavares e Rachel Rasina.

Funcionando, inicialmente, com apenas uma pessoa, e num segundo momento como serviço terceirizado, a área de nutrição do hospital ganhou vida própria e nova dinâmica. O trabalho de Maria Aparecida e suas colaboradoras já conquistou a confiança dos usuários e continua mostrando resultados expressivos no que se refere à qualidade de atendimento.

Entre as principais iniciativas para implementar as mudanças, adotou-se a divisão de responsabilidades. Criaram-se três sub-setores para equacionar as tarefas: Produção (planejamento do cardápio, controle dos custos e supervisão das cozinhas), Administrativo (controle do quadro de funcionários, outros custos e procedimentos burocráticos) e Dietoterapia (avaliação, prescrição e diagnóstico do tipo ideal de nutrição para os pacientes, terapia nutricional - segundo as peculiaridades do caso clínico -, e ainda suplementação nutricional oral, se necessário) .
 

Houve uma resposta tão rápida e positiva a esse modelo de gestão que gerou outras demandas. Agora, existe um consultório nas dependências do hospital (prédio Rio Madri, sala 602) voltado para o acompanhamento nutricional de pacientes no período de pré e pós-operatório. Também recebem especial atenção os portadores de diabetes e os obesos, por exemplo.

Não é à toa que a credibilidade da área de nutrição vem crescendo. Fora a simpatia e a gentileza de sua coordenadora, todos os demais integrantes garantem um clima de muita cordialidade e eficiência no dia-a-dia da profissão. A própria Maria Aparecida assegura que, sem a dedicação e o esforço coletivos, jamais se atingiriam os altos percentuais de aprovação por parte dos clientes do hospital. Ela menciona, ainda, a postura do diretor José Paulo de Jesus, "que respeita os funcionários e Ihes dá abertura para críticas e reivindicações". Pesquisas internas realizadas trimestralmente, aliadas a gráficos para mensurar eficácia nas ações, confirmam a aprovação da conduta e da performance do "time" da nutrição por parte dos pacientes, nos mais diversos quesitos.

Uma parte da vitória cabe, com certeza, ao caminho escolhido no relacionamento com o público. Na medida do possível, tudo se processa de maneira personalizada. "Brigamos por um cardápio individualizado. Se alguém não gosta de carne, temos que respeitar. Mas, se não comer legumes ou verduras, aí fica difícil", comenta, risonha, a nutricionista Adriana Tavares de Souza.

Ela lembra que, certa vez, um paciente gostou tanto da comida do hospital que quis repetir o prato. E, depois de liberado, retornou para pedir a receita à cozinheira. Engraçada ou inusitada, a cena apenas comprova que os responsáveis pela nutrição acertaram em cheio. Não só no menu, mas na proposta de implantar uma política de nutrição que atue como braço direito do tratamento médico.

Receita sob medida com 28 funcionários atualmente, entre nutricionistas, copeiros e cozinheiros, a área de nutrição do Hospital Espanhol recebe constantes reciclagens. Existem cursos, inclusive, para os manipuladores, que zelam pelas condições de armazenamento e distribuição dos alimentos, e para os que trabalham na cozinha, fornecendo noções de boas práticas. Além disso, a cada seis meses - ou sempre que chega um novo membro no grupo -, o hospital oferece capacitação em segurança alimentar.

No dia 17 de setembro, em comemoração aos 146 anos da Sociedade Espanhola de Beneficência, um evento servirá para aprimorar ainda mais a atuação dessa equipe afinada: a I Jornada de Nutrição do Hospital Espanhol, com oito palestras, ministradas por professores e profissionais da área.

O dia promete uma movimentação excepcional, pois os participantes do encontro vão dicutir temas polêmicos, como ética, distúrbios alimentares e outros, mantendo conversas mesmo fora dos debates - durante o coffeebreak, o almoço e o coquetel de encerramento. O evento receberá patrocínio de importantes parceiros do Hospital Espanhol: os laboratórios Promédica, Fazenda Verde, Hartmann, Cristalia, Protefin, SportDiet, Novartis, B. Braun, Nutriente e Roche.

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CTI: INTENSIVA NÃO É SÓ TERAPIA

É a garra de toda a equipe.

Quem vê o CTI do Hospital Espanhol funcionando a pleno vapor, não imagina os desafios que tiveram de ser enfrentados para alcançar este resultado. Durante 10 anos, seus serviços foram completamente terceirizados. Só há pouco mais de um ano é que o Centro de Terapia Intensiva passou ao controle da instituição, exigindo mudanças de toda ordem.

Os médicos que coordenam o setor atualmente, Drs. Eduardo Reis de Maia e Vinícius Amaral, explicam que tudo ficava por conta da empresa terceirizada - farmácia, estoque, até treinamento de funcionários. E que a equipe do hospital, ao assumir o comando, precisou recomeçar do zero."Tivemos que reorganizar a farmácia, comprar medicamentos novos, resolver questões com a Agência de Vigilância Sanitária e tomar outras providências" relatam. Além disso, existe sempre uma grande dificuldade em executar modificações severas numa estrutura dinâmica como a de um CTI, pois, em poucos minutos, o quadro de saúde dos pacientes pode oscilar e exigir a disponibilidade de pessoal e de instrumental.

No entanto, os indicadores de qualidade apresentados pelo Dr. Eduardo mostram que os esforços valeram a pena. Com base no "Apache 2" - referência adotada internacionalmente para avaliar, por exemplo, a taxa de mortalidade -, o CTI do Hospital Espanhol está muito bem, registrando pequeno número de óbitos. Seu desempenho surpreende se comparado a outras instituições do mesmo porte, nacionais e estrangeiras.

Como parte das ações para assegurar esse quadro favorável, o Hospital Espanhol destinou 24 leitos, dos 60 existentes, para a terapia intensiva e a semiintensiva. E ainda os dividiu entre os CTIs A e B, para um melhor controle dos casos. Um outro fator que faz a diferença em favor do Hospital Espanhol: o investimento em tecnologia de ponta.
Mas só a modernidade dos equipamentos e a eficiência administrativa não bastam. Sozinhas, elas não conseguem responder pela performance de um CTI. O Hospital Espanhol também tem o trunfo de possuir um corpo de médicos e enfermeiros de primeira linha, com sólida bagagem profissional e pessoal, o que favorece, inclusive, a humanização do atendimento.

"Procuramos profissionais com bastante vivência em terapia intensiva e ,se possível, com mais especializações. Pessoas que, de preferência, tenham trabalhado em redes hospitalares de grande porte" , informa o Dr. Eduardo, que támbém tem formação em Administração de Saúde.

Um dos meios encontra dos para reforçar o nível de informação e conhecimento das equipes do Hospital Espanhol foi a criação de um grupo de discussão virtual: intensivoespanhol@yahoogroups.com.br. Trata-se de uma maneira prática de fomentar a troca de experiências - importante em todas as áreas, mas, especialmente, em se tratando de um campo tão vasto, complexo e surpreendente quanto o da medicina.

Já se cogita, em breve, como apoio à qualificação dos funcionários, abrir um espaço no hospital para desenvolvimento de trabalhos científicos e pesquisas clínicas. A busca de patrocínios para atividades desse gênero e para a organização de seminários e congressos constitui um dos atuais objetivos da diretoria da instituição.

Conhecendo um pouco mais

Para quem não sabe, a diferença entre a terapia intensiva e a semi-intensiva (também conhecida como intermediária) está no plantão. Na primeira, os médicos permanecem no local durante a noite, pois há necessidade de mais vigilância dos casos. Mas o constante monitoramento precisa funcionar nas duas modalidades.

Pacientes com insuficiência respiratória, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e problemas cardíacos, por exemplo, costumam necessitar de internação na unidade de terapia intensiva. Ao terem alta, porém, ainda que se sintam bem dispostos, convém permanecerem na área de semi-intensiva por algum tempo.

Também devem permanecer no setor de semi-intensiva aqueles que se submetem a uma longa cirurgia e têm de se permanecer em observação ou, pelo menos, se recuperar da anestesia.
 

Enquanto a pessoa continua internada, as visitas de seus parentes são acompanhadas por assistentes sociais, que, hoje, cumprem uma função relevante no Hospital Espanhol: dar suporte à saúde emocional do paciente e de sua família. Elas também atuam no momento da alta, orientando, tranqüilizando e buscando reduzir qualquer desconforto. As assistentes sociais fazem parte de um serviço recém-implantado no hospital, o de ouvidoria, através do qual se deseja saber como o cliente e o público externo enxergam a instituição e o que esperam dela.

Os cuidados adotados são tantos que, a cada manhã, por todo o período de internação, a enfermagem entra em contato com a família para informar seu estado. O Dr. Eduardo considera essa prática eficaz e solidária por "colaborar com o gerenciamento da ansiedade dos parentes e amigos", com prováveis reflexos nas condições de saúde dos pacientes.

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LUGAR DE LIXO É NO LIXO

Hospital Espanhol sai na frente e dá bom exemplo

Mesmo antes de ter força de lei, o tratamento do lixo já era uma realidade no Hospital Espanhol. Agora, porém, a questão é levada ainda mais a sério. A responsável técnica do setor de farmácia, Dra Elizangela Santos de Abreu, foi colocada à frente do Programa de Gerenciamento de Resíduos e não brinca em serviço.

Segundo ela, toda instituição da área de saúde deve se responsabilizar por seu lixo até que este chegue ao seu destino final, mesmo que precise contratar uma empresa para exercer tal controle. O lixo hospitalar tem que ser rigorosamente segregado desde o local de geração, para não só proteger quem o manipula, mas, também, evitar doenças de todos os tipos, sobretudo num ambiente delicado ~omo o de um hospital.

"Se a destinação final do lixo for indevida, vai agredir o meio ambiente, produzindo doenças para nós através do solo, da água e dos animais", salienta a Dra. Elizangela, informando que o Hospital Espanhol teve sua equipe treinada em todos os procedimentos do tratamento de resíduos.
 

"A empresa AMB &TECH implantou o PGRS (Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde) no hospital e capacitou os funcionários para aplicá-lo. Um dos procedimentos padrões consiste em não transportar lixo pelos corredores e elevadores durante os horários de grande fluxo de pessoas. Há, inclusive, avisos em alguns locais indicando as horas em que a equipe de segurança e limpeza realizará o serviço, com interdição do trânsito de pacientes e profissionais. Além disso, existem cestas de lixo próprias para cada tipo de resíduo espalhadas por toda a instituição, inclusive as de lixos recicláveis.

Elizangela explica que o lixo é classificado em quatro grupos, de acordo com suas características potenciais de risco à saúde do homem, dos animais e do meio ambiente. No grupo A estão os resíduos biológicos, como líquidos infectantes (sangue, por exemplo), outros líquidos orgânicos, secreções e excreções. O grupo B aglutina os resíduos de produtos ou insumos farmacêuticos, reveladores e fixadores oriundos do setor de raio X. Já o grupo C enquadra os lixos constituídos a partir de materiais radioativos ou contaminados com radionuclêicos, provenientes de laboratórios de análises clínicas e serviços de medicina nuclear e radiologia. No grupo D. por fim, encaixam-se os resíduos comuns, aqueles recolhidos pelos serviços de limpeza urbana (resíduos orgânicos, metais, papéis, plásticos e vidros).

Independentemente do tipo e do grau de risco do lixo, eles acabam em aterros sanitários autorizados pela Feema ou em indústrias de mineração, com exceção dos que são tratados. O máximo de rigor e cuidados na relação com esses materiais se justificam plenamente, pois, em determinadas circunstâncias, não basta deixar o lixo em lugar isolado ou de acesso remoto. Basta lembrar que até mesmo a solução dos aterros, em casos específicos, não consegue prevenir certos danos à saúde e ao meío ambiente. Alguém lembra, por acaso, do episódio do Césio, produto químico de alta radioatividade?

A destinação final em aterro sanitário, nada apropriada, levou tragédia a um grande número de habitantes de uma região de Goiás. Então, a partir desse episódio, as autoridades ficaram alertas quanto à necessidade de se criar condutas especiais desde a geração, passando pelo condicionamento e o descarte dos resíduos. Isto quer dizer, em simples palavras, que o lixo representa um perigo que tem de ser levado a sério, para que possamos evitar tristes episódios.

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VISITANTE ILUSTRE CHEGA EM BOA COMPANHIA

Nada menos que Dom Quixote

O livro de ouro da Sociedade Espanhola de Beneficência ganhou uma nova assinatura de peso: a do embaixador da Espanha no Brasil, Ricardo Piedro Conde, recém-empossado na função. Na tarde de 14 de julho, ele fez sua primeira visita ao Hospital Espanhol, percorrendo suas dependências em companhia do presidente da SEB, José Paredes Gerpe, alguns diretores e dois outros importantes nomes da comunidade hispânica no País - o cônsul espanhol no Rïo, Rafael Fernández Pita-González, e o chefe da Consellería Laboral no Rio de Janeiro, Antonio Casas Díaz.

Gentil, o embaixador aproveitou a oportunidade para doar à diretoria da Sociedade uma das obras de maior expressão em língua espanhola e traduzida para muitos idiomas, inclusive o português: "Don Quijote de La Mancha" (Dom Quixote), de Miguel de Cervantes e Saavedra.

Nascido em Alcalá de Henares, em 1547, Cervantes publicou Don Quixote em duas etapas. A primeira parte em 1605 e a segunda em 1615. Escreveu, ainda, muitos outros livros, inclusive comédias, e também poesias, apesar do sério problema na mão esquerda, inutilizada em conseqüência de sua participação na batalha de Lepanto. Sua influência foi tal que, até hoje, é costume referir-se ao espanhol como a língua de Cervantes.

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NOVIDADE DO TAMANHO DE UM EDIFÍCIO

Hospital Espanhol pode ganhar mais espaço e conforto

A busca por agregar qualidade aos seus empreendimentos é uma constante preocupação - e até desafio - da diretoria da Sociedade Espanhola de Beneficência, mantenedora do Hospital Espanhol. Recentemente, mais um grande passo foi dado neste sentido: a aquisição de um prédio, a preço abaixo do mercado, localizado bem ao lado do hospital. O presidente da SEB, José Paredes Gerpe, conta que sua equipe já estava "de olho" no imóvel há muito tempo, mas nunca encontravam o proprietário para obter informações.

Foi graças a um diretor da Sociedade, Dalmiro Perez Feijoó, que o caminho para a negociação foi aberto. Ele conhecia o procurador do imóvel e deu início a contatos. Logo
, o prédio de 700m2, com três andares e nove apartamentos - atualmente ainda com inquilinos -, e mais duas lojas no andar térreo estavam sob os cuidados da diretoria da SEB.

Ainda não há planos definidos para a utilização do novo espaço, mas já se pensa na ampliação do centro administrativo do hospital, que tem uma de suas paredes colada ao prédio. Uma outra opção seria a transferência do salão nobre para o segundo ou terceiro andar do imóvel adquirido, solucionando dois problemas ao mesmo tempo: ampliação dos dois Centros de Terapia Intensiva, entre os quais fica o salão nobre, e realização de eventos e reuniões sem prejuízo do silêncio que um hospital exige.

Independentemente das soluções, José Paredes observa que o prédio vai precisar de obras e que irão pedir, antes de qualquer reforma, uma avaliação de suas colunas. Mas, como tudo implica custos, os diretores terão, também, que checar o capital disponível no hospital, pois é dali que sairão os recursos para viabilizar as mudanças.

De toda forma, tanto Paredes quanto Perez acreditam ter feito um ótimo negócio. Por R$ 350 mil reais - parcelado com uma entrada de R$ 150 mil, 12 prestações de R$ 15 mil e uma última de R$ 20 mil -, compraram mais do que um bom apartamento. Um prédio inteiro! E Perez, satisfeito da vida, comemora a iniciativa enumerando mais vantagens.

"Além da boa localização do imóvel , poderemos, durante algum tempo, contar com os recursos provenientes dos aluguéis. Aos poucos, transformaremos o prédio em algo muito útil para o dia-a-dia do Hospital Espanhol", assegura o diretor financeiro da SEB.

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NITERÓI COM JEITO DE ESPANHA

Encontro promete esbanjar beleza e alegria

De 7 de abril a 1° de maio de 2006, Niterói será capital da Espanha. Pelo menos é o que pretendem o prefeito Godofredo Pinto, o secretário municipal de Cultura, Marcos Gomes, e a presidente da Fundação de Artes de Niterói, Marilda Ormy, que não estão medindo esforços para que o "Encontro com a Espanha" seja coroado de sucesso. O evento, anunciado em agosto no Museu de Arte Contemporânea, na presença do cônsul da Espanha no Rio de Janeiro, Rafael Fernández Pita-González, contará com atividades gratuitas nas áreas de cultura, educação, turismo, gastronomia e economia, entre outras.

"Mais do que uma homenagem ao povo espanhol, o encontro quer destacar a importância da Espanha na formação de nossa cultura", explicou Marcos Gomes, que acaba de voltar de uma viagem àquele país, onde manteve reuniões com autoridades de diversas cidades. Além dessa influência cultural, sempre existiram laços comerciais fortes entre os dois países. A Espanha é o segundo país que mais investe no Brasil. Só no Estado do Rio, por exemplo, são mais de 80 grandes empresas espanholas e cerca de 17 mil espanhóis, número que está crescendo, segundo dados fornecidos pelo cônsul Rafael Fernández Pita.

O "Encontro com a Espanha" acontecerá nos moldes dos que já foram promovidos anteriormente - enfocando Portugal, Itália e Japão - e cada cidade espanhola ,estará representada por sua música, dança, artes plásticas, cinema e artesanato. Por conta da realização do evento, a partir do ano que vem, aulas de língua espanhola entrarão no currículo das turmas de 5a à 8a série do ensino fundamental das escolas municipais e já estão sendo mantidos contatos com a comunidade acadêmica de Niterói para que seminários e simpósios sobre desenvolvimento econômico constem dessa programação.

Segundo Marcos Gomes, no início de outubro, ele e Godofredo Pinto irão a Madri especialmente para convidar o rei Juan Carlos e o primeiro-ministro, José Luiz Zapatero, para a solenidade de abertura dessa grande festa, no Teatro Municipal de Niterói.

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