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Revista n°. 16

REVISTA DO HOSPITAL ESPANHOL N° 16

INDICE

 

EDITORIAL

De alma lavada

Coube ao destino dar-me a missão de ser o último dos diretores da SEB a escrever neste espaço antes do fim do nosso mandato. Todos os membros da atual diretoria já estiveram aqui para falar de diversos assuntos, explicar o trabalho que desenvolvemos, expor desafios e compartilhar soluções. Portanto, mais do que qualquer outra coisa, desejo apenas contar em poucas palavras como cheguei até aqui, lembrar o que pude ajudar a construir e, sobretudo, agradecer sinceramente aos que apostaram na gestão de José Paredes.
Comecei minha trajetória na SEB há alguns anos, substituindo um diretor social. Depois, passei a dirétor de Patrimônio, fui conselheiro e presidente da Comissão Fiscal na administração de Juan Alvite e, quando Paredes assumiu pela primeira vez. fiquei como suplente de diretor do Patrimônio. Ao se reeleger, ocupei no início o cargo de vice­diretor financeiro, mas, de repente, sem que eu esperasse, as circunstâncias me colocaram na condição de diretor financeiro, o que num primeiro momento me pareceu uma tarefa acima das minhas possibilidades.
Passado algum tempo, porém, encarei de frente os obstáculos e busquei dar o melhor de mim, no esforço de corresponder às expectativas e não deixar de atender ao amigo e presidente. Nosso time tinha o principal: um ideal sincero de ajudar os imigrantes menos favorecidos e proporcionar melhores condições de saúde para suas famílias. Assim, com uma enorme garra diante das adversidades, vimos o Hospital Espanhol crescer, aumentar suas equipes profissionais e diversificar seus serviços, sempre com o foco na qualidade do atendimento.
Tenho orgulho de trazer a sensação do dever Cumprido, ao constatar o quanto a SEB caminhou nos últimos anos em direção ao saneamento e fortalecimento das finanças do Hospital Espanhol. Conseguimos, por exemplo, renegociar a dívida da instituição junto ao banco, com previsão de que seja paga até março; investimos recursos para retomar o controle do CTI, que se achava terceirizado; implementamos obras em diversos setores, com a criação de mais duas unidades de terapra intensiva; e adquirimos, ainda, equipamentos de ponta, Além disso, mais recentemente, compramos um prédio próximo ao hospital, que servirá para expandirmos as dependências do hospital, e instalamos um novo sistema de informática, conferindo agilidade e confiabilidade aos processos e procedimentos adotados.
Por tudo o que acabo de mencionar, e principalmente por ter me mantido fiel aos princípios em que acredito, estou deixando a diretoria da SEB de cabeça erguida e coração leve. Não resta dúvidas de que, hoje, o Hospítal Espanhol constítuí uma entidade sólida, plenamente viável; um exemplo de seriedade e compromisso com os mais carentes, graças ao apoio de cada um de vocês " sócios, colaboradores e cidadãos do Rio em geral.
Que Deus Ihes um ano de 2006 repleto de alegrias, conforto e paz. E que zele pela vida de entidades como a SEB e o Hospital Espanhol, que lutam pela dignidade humana.


Dalmiro Perez

Diretor Financeiro
 

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HERNIA UM PROBLEMA COMUM E FÁCIL DE TRATAR

Se você perceber uma elevação em seu corpo, principalmente na região abdominal, que parece conter água, modifica de tamanho conforme a posição e vem aumentando, fique atento: pode ser uma hérnia, tratada somente por via cirúrgica. Mesmo que não cause dor, a hérnia provoca incômodos e não pára de evoluir, caracterizando-se pela saída de um órgão de seu lugar original devido à fragilidade das paredes ao redor.


A operação de hérnia é muito comum nos dias de hoje, quase uma rotina para os cirurgiões gerais do mundo todo. No Hospital Espanhol, por exemplo, o médico José Francisco Mesquita realiza inúmeras operações desse tipo a cada semana, garantindo, porém, que se trata de um procedimento simples e pra­ticamente sem risco de seqüelas.
 

Os idosos representam o maior número de casos de hérnia, quase sempre pela falta de cuidados com a saúde. Mas homens acima dos 40 também estão na mira da enfermidade, em conseqüência do aumento da próstata (glândula que fica na parte baixa do abdômen) e até do exagero na pratica de exercícios físicos.
"Temos as hérnias congênitas, que já nascem com o indivíduo, as que surgem em decorrência de incisões cirúrgicas e as que o proprio organismo acaba gerando", explica o Dr. Francisco, classificando-as nos seguintes tipos:
O médico do Hospital Espanhol ainda observa que o ônus de ser portador de uma hérnia nem sempre se restringe ao campo físico. Em certas círcunstâncias, resvala para o social, pois o paciente fica com dificuldades de se locomover e até de trabalhar, sendo talvez necessário submeter-se a mais de uma operação. Por isso, como bom e experiente cirurgião, o Dr. Francisco recomenda cuidados básicos "çue não irão prevenir a hérnia, mas melhorar as condições gerais de saúde do indivíduo e proporcionar bem-estar ".
Simples assim: uma alimentação sem exageros (visando um melhor fun­cionamento dos intestinos), nada de preguiça de caminhar e se exercitar e, por fim, para quem faz parte do sexo masculino e já chegou aos quarenta, exames constantes de próstata. E se, de toda forma, a suspeita de hérnia aparecer, nada de se preocupar de véspera. Basta procurar um clínico ou um cirurgião para o correto diagnóstico.
 

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NUTRIÇÃO FAZ DA SUA JORNADA UM SUCESSO

Participantes aprendem e trocam experiências
Este ano, as comemorações do ani­versário do Hospital Espanhol tiveram um sabor de conhecimento. Entre as iniciativas que marcaram a passagem da data, estava a I Jornada de Nutrição, organiza­da com bastante capricho pela equipe do setor. O evento aconteceu em 17 de setembro, na Casa de Espana (Humaitá), oferecendo oito palestras e momentos de entretenimento.
Focada em obesidade, apesar de incluir o tema da ética na profissão, a I Jornada de Nutrição abordou as complicações que o excesso de peso pode trazer às pessoas. No mundo todo, cresce o número de obesos, principalmente adolescentes. Por isso, o en­contro deu ênfase à adoção de uma dieta balanceada por parte dos pacientes já obesos ou com tendência a engordar.
 
A abertura da Jornada aconteceu às 8 horas, com a entrega de material aos participantes. Em seguida, começaram as palestras, ministradas por professores de renome e especialistas na matéria. A exposição de Nelzir Trindade, médica e nutricionista com vários livros publicados, foi uma das que mais atraíram a atenção dos profissionais presentes, a maioria atuando em hospitais de grande porte como o da Lagoa, o de Ipanema, o do Inca e o geral de Jacarepaguá. Nelzir falou de um assunto de interesse da maioria: a interação fármaco-nutriente.
Segundo a coordenadora da área de Nutrição do Hospital Espanhol, Maria Aparecida Magalhães, mais de 150 pesso­as compareceram ao evento. E o auditório permaneceu lotado o tempo todo, o que superou suas expectativas. "Confesso que não dormi direito na véspera dessa I Jornada, ansiosa com os resultados. Mas deu tudo certo", comemora Aparecida, lamentando apenas ter recusado as últimas inscrições por questão de espaço.
O público universitário também prestigiou o encontro, destacando espe­cialmente três dos temas apresentados: síndrome metabólica (pelo médico Antônio Cláudio Duarte), cirurgia bariátrica ,
(Fabíola Avila) e deslipidemias (Thereza . Wady). E o próprio Hospital Espanhol ficou muito bem representado no local, com a presença do diretor médico, José Paulo de Jesus, de funcionários do corpo clínico e administrativo e, ainda, de membros da SEB, como o presidente José Paredes Gerpe, a conselheira Regina Jallas e o administrador Benjamim Salgado Quintans.

 O encerramento do evento constituiu um de seus pontos altos, quando a equipe de Nutrição do Hospital Espanhol tratou do perfil nutricional dos pacientes da ins­tituição. Durante a exposição da política de suporte nutricional e reabilitação oral dos pacientes internados, as nutricionistas Adriana Tavares e Rachel Rasina contaram com o apoio de outras duas pessoas da área, Mariana Catta-Preta, Herika Costa, a fonoaudióloga Andréa Malheiros e da estagiária Mariana Rodrigues.
Ao final do circuito de palestras, houve sorteio de brindes - até de eletro-domésticos - e um coquetel, que arrancou tantos elogios quanto a programação. Diante de saldo tão positivo, a coorde­nadora de Nutrição faz questão de ressaltar o empenho do Hospital Espanhol e o papel estratégico dos patrocinadores, que viabilizam importantes acontecimentos na área da saúde.
 
 

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HISPANIDAD, UMA PROPOSTA DE PAZ

Festa consagra o amor e a solidariedade

Quem quiser descobrir o verdadei­ro significado da palavra "hispanidad", basta conhecer como o bispo católico es­panhol Zacarias de Vizcarra a definiu ainda no século 19. "Assim como huma­nidade envolve todos os homens, sem distinção, como membros de uma só fa­mília, o termo hispanidad representa a união de nações irmãs, constituindo uma unidade superior a sangue, cor e raça", disse o bispo. Tal conceito deu origem a uma das maiores celebrações culturais em diversos países de língua espanhola: o Dia da Hispanidad, comemorado em 12 de outubro.
No Brasil, as entidades espanho­las fazem suas festas em dias diferentes, mas sempre no mês de outubro. Elas se reúnem para definir as datas em que cada uma realizará os festejos, que evocam saudades da terra natal, mas também trazem muita alegria. Uma das instituições que homenageia a Hispanidad em grande estilo é a Casa de Espana, que este ano caprichou ainda mais. Escolheu como tema as quatro décadas de publicação do romance Dom Quixote e reuniu representantes de vários países, como Espanha, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela e Centro Andino, além do Brasil, Portugal, Alemanha e Itália.
 
O evento da Casa de Espana aconteceu no dia 16, oferecendo ao público comidas e bebidas típicas, exposição de belas peças de artesanato e apresentações de grupos folclóricos. Diferentemente das demais organizações participantes, o Hospital Espanhol não optou por guloseimas ou por materiais artísticos, mas por um estande relacionado à sua área de atuação, que prestou um importante serviço de saúde no local. Disponibilizou três enfermeiros para medir a pressão arterial e realizar teste de glicemia em todos os interessados, atraindo as atenções.
Segundo, diretora cultural da Casa de Espana, Regina Jallas Suárez Figueira, que também pertence ao Conselho da SEB, "a Hispanidad funciona como uma espécie de ONU, com o objetivo de promover a paz e a confraternização entre povos" . Ela, que já pensa na festa de 2006, acredita que eventos dessa natureza contribuem para disseminar cultura, valorizar boas práticas e implantar valores como igualdade e solidariedade.
 

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ANO NOVO, VIDA NOVA

A cada mês de dezembro, recheado de comemorações e balanços para fechamento de um ciclo, costumamos fazer uma listinha de projetos que dificilmente saem do papel. Tudo que juramos mudar, todas as promessas, quase nunca se cumprem. E, nesse intervalo, enquanto fazemos planos, o mundo continua girando, os fatos se sucedem num palco real.
Para ilustrar a dificuldade de lidarmos com a mudança, que exige o enfrentamento dos nossos medos, nada melhor do que fábulas e lendas. Histórias dessa natureza nos permitem exagerar, imaginar, criar personagens e soltar os fantasmas, até mesmo acreditando no inexistente. Em nome de algo que nos torne mais firmes, que nos faça melhores, vale sonhar.

Portanto, boa leitural.

 

 
O VÔO DA ÁGUIA - Na decisão de uma ave, um ensinamento para nós.

A águia, ave que possui a maior longevidade da espécie, chega a viver 70 anos. Mas, para chegar a essa idade, aos 40 ela precisa tomar uma séria decisão. Está com as unhas compridas e flexíveis, e não consegue mais agarrar as presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva, apontando contra o peito. Também as asas, de tão envelhecidas e pesadas (em função da grossura das penas), faz o vôo parecer uma tarefa impossível! Assim, para a águia, só restam duas alternativas: mor­rer ou enfrentar um dolorido processo de renovação, que irá durar 150 dias.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão, onde possa manter-se isolada. Ali, a águia começa a bater o bico contra as pedras, até conseguir arrancá-lo "dor que terá de aprender a suportar ". Pacientemente, ainda, terá de aguardar o nascimento de um novo bico, com o qual arrancará depois suas velhas unhas. Quando as novas surgem, a ave passa, então, a retirar as velhas penas, e somente depois de cinco meses sai para o famoso vôo da renovação e para desfrutar mais 30 anos de vida.
No caso dos seres humanos, as coisas acontecem da mesma maneira. Muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo, conviver com a solidão e o desapego, para semear as transformações (internas e externas) que nos permitirão valorizar nossa existência. Para fazer juz a um vôo de vitória, devemos, tal como a águia da nossa história, ter a coragem de mudar sem olhar para trás, nos desprendendo de lembranças, hábitos e sentimentos que nos aprisionam.
Somente livres para decidir o que nos convém, poderemos perceber e aproveitar os frutos valiosos que uma renovação sempre traz.
Pense nisso!

 
 
O QUE REALMENTE IMPORTA

Numa aula de Filosofia, o professor quis demonstrar um conceito aos seus alunos. Para tanto, pegou um vaso de boca larga e colocou algumas pedras gran­des. Depois, perguntou à classe:
- Está cheio?
Pelo que viam, o vaso estava repleto. Por isso, os alunos responderam unanimemente:

- Sim!
O professor, então, pegou um balde de pedregulhos e virou dentro do vaso. Os pequenos pedregulhos se alojaram entre as pedras grandes. De novo, ele se diri­giu aos alunos:
- E agora, está cheio?
Desta vez, alguns estavam hesitantes, mas a maioria chegou a um acordo:
- Sim!
Continuando, o professor levantou uma lata de areia e a derramou dentro do vaso. A areia logo preencheu os espaços restantes, junto às pedras e aos pedreguIhos. Novamente, já pela terceira vez, o professor indagou:
- O recipiente parece cheio, afinal? ,
A esta altura, os alunos ficaram receosos, a maioria não sabia o que dizer, mas veio novamente uma resposta positiva:
- Sim!
Por fim, o professor pegou um jarro com água e despejou o líquido dentro do vaso. A água encharcou e saturou a areia. Neste ponto, o professor se volta para a classe:
Qual o objetivo desta demonstração?
Um jovem levantou a mão e arriscou uma interpretação:
- Não importa o quanto a "agenda" da vida de alguém esteja cheia. Sempre se consegue "espremer" mais coisas!
-Tem um pouco a ver com essa percepção, mas o sentido vai além disso, retrucou o professor, passando a explicar a moral da história:
­- A menos que você, em primeiro lugar, coloque as pedras grandes dentro do vaso, nunca mais conseguirá colocá-las lá dentro. Essas pedras maiores são as coisas realmente importantes de sua vida " seu crescimento pessoal e espiritual. Quando você dá prioridade a isso e se mantém "aberto" para o novo, as demais coisas se ajustarão por si só: seus relacionamentos (família, amigos), suas obrigações (profissão, afazeres), seus bens e direitos materiais, e todas as demais coisas que completam a vida. Mas, se você preencher sua vida somente com as coisas pequenas, aquelas que são realmente importantes nunca terão espaço em sua vida.
E vocês, caros leitores? Aceitam uma sugestão? Esvaziem seus vasos (mental e emocional) e passem a preenchê-los, em primeiro lugar, com as pedras grandes. Recomecem, invertam a ordem de suas prioridades. Ainda há tempo e ainda é tempo. Aliás, nunca é tarde para mudar as coisas.
 

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NADA DE BRINCAR COM FOGO

Equipe fica de prontidão para evitar acidentes

A busca por segurança é tão antiga quanto a humanidade e caminha ao lado da própria evolução da espécie. Mas hoje, graças a novos conhecimentos, técnicas e equipamentos, avançamos muito nessa área. Podemos, com toda certeza, fazer mais e melhor para nos protegermos em diferentes locais e situações.
No caso específico de instituições de Saúde, a questão da segurança envolve ações complexas, que jamais podem ser descuidadas. Por isso, desde maio de 2001, o Hospital Espanhol vem investindo em iniciativas dessa natureza, em benefício de pacientes, visitantes e equipe. Com o ingresso do técnico em segurança do trabalho Carlos Alberto de Oliveira Couto, os cuidados com segurança ganharam um impulso ainda maior.
Couto já organizou toda a documentação referente ao assunto, implantou um esquema de sinalização - através de avisos e faixas - e dinamizou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), prevista no Manual de Segurança e Medicina do Trabalho publicado pelo Ministério do Trabalho. Os integrantes dessa co­missão se reúnem mensalmente para relacionar situações de risco e planejar ações preventivas.
 
Uma outra iniciativa de Couto foi a formação da Brigada de Incêndio, constituída apenas por voluntários. Cerca de 10% dos funcionários ofereceram-se para colaborar "inclusive o Dr. Júlio Cesar Ramos" e eles se revezam de acordo com os respectivos turnos de trabalho. Ciente da importância desse serviço, a diretoria do Hospital Espanhol custeou o treinamento da Brigada, que freqüentou aulas teóricas e práticas (numa unidade do Corpo de Bombeiros, na Barra da Tijuca) e recebeu um certifiçado de capacitação.
Aptos, agora, a utilizarem extintores e mangueiras, a fazerem massagem cardíaca e a prestarem os primeiros socorros a acidentados em geral e a queima­dos, os participantes da Brigada de Incêndio poderão contribuir muito para a profissionalização do esquema de segurança dó Hospital Espanhol. Segundo o técnico Carlos Alberto Couto, numa entidade que lida com tantas pessoas recém-operadas e fragilizadas, idosos principalmente, a segurança precisa se estabelecer como uma prioridade. Temos de ter o máximo de atenção e cautela, dado o nosso porte e perfil de paciente, observa Couto, afirmando que a instituição permanecerá com um nível de acidentes baixo e sem relevâncía se todos respeitarem as normas.
Só em março desse ano é que a Defesa Civil instituiu um decreto que prevê a obrigatoriedade da criação de brigadas de incêndio em todas as instituições e empresas com mais de 20 funcionários. Mas, àquela altura, o Hospital Espanhol já tinha sua equipe de segurança devidamente formada e treinada e mesmo os demais funcionários haviam recebido instruções para usar os extintores.
 
 

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CARTA - XUNTA DE GALÍCIA

Xunta de Galícia

Presidente - Secretaria Xeral de Emigración

Queridos amigos e amigas:
Agradezo a oportunidade que me brindades para transmitirvos a mina mensaxe de felicidade para estas festas de Nadal e aninovo que se avecinan.
É tamén a mina primeira toma de contacto con todos vós como colectivo desde que ãsumín a responsabilidade da Secretaría Xeral de Emigración o pasado mes de agosto. Desde entón tiven ocasión de conecer con máis profundidade o importantísimo papel e a Galicia Exterior xoga na construción da Galicia moderna que estamos a facer.
 
Brasil ten unha especial significación para os galegos e unha estreita vinculación Cóa nósa terra. O idioma é un forte lazo de unión e o brasileiro e o galego son linguas irmás. Precisamente unha das máximas representantes da literatura brasileira, e Premio Príncipe de Asturias das Letras do presente ano, é unha descendente de galegos, Nélida Pinón. Pero son moitísimos os galegos e galegas anónimos que forxaron esta terra co seu sacrificio, ás veces ata graos extremos. Lembremos aos 3500 obreiros galegos que morreron a principios do pasado século nas obras de construción do ferrocarril Madeira-Marmoré, na fronteira con Bolivia. Por iso, esta Secretaría quere ter presente a todos, non só aos que tenen éxito. Desde a mina responsabilidade, tede por seguro que estarei receptivo á tódalas vosas necesidades. Non dubidedes nunca da mina disposición, porque ese é o meu deber e ese é o voso dereito.
: Con este espírito de compromiso, deséxovos expresar unha vez máis os meus mellores desexos de felicidade e tar nestas datas e no ano que comezamos.
Con todo afecto,
Manuel Luís Rodríguez González ( Secretario Xeral de Emigración - Xunta de Galicia)
 

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A INEVITÁVEL DOR

O Hospital Espanhol perde um de seus grandes profissionais e o mundo, um ser íntegro e generoso. O falecimento do Dr. Maurílio Arthur de O. Martins, aos 52 anos, deixa seus pacientes, equipe do hospital e diretoria da SEB muito sensibilrzados. Uma lacuna difícil de ser preenchida, uma perda inestimável.
A médica anestesista Flávia Claro da Silva, que foi sua assistente tanto no Hospital Espanhol quanto no Inca, diz que o Dr. Maurílio deixou sua marca em todos os lugares em que atuou, tratando cada caso que Ihe chegava às mãos com competência e carinho. "Devo a ele tudo o que aprendi, até a escolha pela especialização em anestesia e dor. Recebi muito incentivo", conta Flávia.
O Dr. Maurílio dedicava-se à clí nica da dor, inclusive no Inca, onde implantou esta modalidade de atendimento. Mesmo numa capital como o Rio, ainda existem poucos médicos que tratam exclusivamente dos problemas da dor.
 

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AMIGO É PARA SEMPRE

A vocação para ajudar os menos favorecidos e a vontade de construir uma sociedade mais justa e fraterna levou José Mauro Carril a integrar, durante anos, os quadros da Sociedade Espanhola de Beneficência. Seus gestos de solidariedade só foram interrompidos recentemente, quando estava com 57 anos.
O falecimento de Carril deixa um enorme vazio no Conselho da SEB " onde prestava serviços em favor da comunidade espanhola " prvfundas saudades em sua família. A esposa ainda não consegue lidar bem com essa perda, mas faz questão de lembrar tudo o que Carril representou. "Era um bom companheiro, amoroso com os filhos e prestativo. Amigo dos amigos", ressalta Helena, que aos poucos busca se adequar ao vazio. No fundo, ela sabe que há coisas que nem a morte há de Ihe tirar: como o sentimento do amor e da verdadeira amizade.
 
 

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HORA DE RECOLHER OS FRUTOS

Qualidade de atendimento e diversidade de serviços. Essa parceria vem trazendo visibilidade ao trabalho do Hospital Espanhol, a exemplo do que aconteceu no Prêmio Unidas/RJ União Nacional d.as Instituições de Autogestão em Saúde. A instituição conquistou o terceiro lugar na categoria Hospital Geral, recebendo uma menção honrosa, o que deixou suas equipes muito orgulhosas.
A cerimônia de premiação foi em 29 de setembro, no auditório da Fecomércio (Centro), com a presença de representantes das entidades concorrentes e de profissionais da área. O evento tem por objetivo destacar, anualmente, os centros de saúde mais eficientes do Estado do Rio de Janeiro separando-os por segmentos de atuação - e também laboratórios, além de agraciar médicos que se notabilizaram por sua atuação.
Do primeiro ao terceiro lugar, todos os classificados foram escolhidos através de pesquisa com as 40 afiliadas do grupo Unidas/RJ. Criado em 2002, por meio da união de duas empresas, a filosofia do Unidas consiste em fomentar a excelência em administração da saúde, a democratização do acesso aos serviços e o aperfeiçoamento do sistema de saúde no Pais.
 

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