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Revista n°. 18

REVISTA DO HOSPITAL ESPANHOL N° 18

ÍNDICE

 

EDITORIAL

O eterno compromisso de servir a comunidade


Em nome dos novos diretores da Sociedade Espanhola de Beneficência, eleitos democraticamente pelos sócios adimplentes da instituição, venho agradecer a todos aqueles que nos deram um voto de confiança através das urnas. Venho, também, firmar um compromisso de campanha: oferecer o que há de mais eficiente na área de saúde, a custos mínimos.

Sem duvida, trata-se de um grande desafio - principalmente tendo em vista a baixa qualidade dos serviços médicos oferecidos a população. Mas nosso esforço não começou ontem. Há muitos anos vimos investindo no aperfeiçoamento do Hospital Espanhol para poder prestar um atendimento digno aos clientes. Por essa razão, adquirimos equipamentos de ponta para diagnostico e tratamento, ampliamos ou remodelamos a estrutura física de vários setores, como o da terapia intensiva; contratamos profissionais gabaritados e capacitamos nossas equipes de trabalho.

Não e a toa que, hoje, o Hospital Espanhol serve de referencia no Estado do Rio de Janeiro. Alem da preocupação e do cuidado com a parte funcional, não abrimos mão do nosso papel social. Buscamos, por exemplo, priorizar os menos favorecidos e o publico da terceira idade, que sempre foram um dos maio­res beneficiários dos nossos avanços. E, cada vez mais, queremos apostar no progresso, na modernidade tecnológica, na formação de equipes competentes e afinadas, a despeito das adversidades.

Garra não faltara. Estamos com muita disposição para manter o Hospital Espanhol entre os mais bem conceituados do Rio de Janeiro e firmar a tradição que ele já conquistou. Neste sentido, buscaremos também ampliar os recursos de duas áreas de grande demanda, que são a cardiologia e a oncologia. Dentro de pouco tempo, elas poderão apresentar resultados ainda mais otimistas.

José Sanmartin Anido

Presidente da SEB

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Desafio de um mundo que envelhece

População acima dos 60 cresce em diversos países

Nos próximos anos, a proporção entre o numero de jovens e o de idosos vai diminuir significativamente. Em 1980, pessoas com menos de 24 anos chegaram a representar 60% da população brasileira e as maiores de 60 apenas 6% , ou seja, a décima parte. Duas décadas depois, a quantidade de jovens caiu para 50% e a de idosos foi para 8, 1 % . Mas em 2020, por exemplo, segundo dados estimativos do IBGE, os que têm menos de 24 vão representar só 40% dos brasileiros e aqueles com idade superior a 60, 13% . a. em 2040, 32% dos 251 milhões de habitantes previstos estarão entre os mais jovens, enquanto a população idosa devera chegar a 20% do total. Hoje, somos o sexto no mundo em taxa de envelhecimento, registrando aumento anual de 3%.
Mas essa tendência não esta presente apenas no Brasil e é bastante preocupante. Sobretudo nos paises mais pobres, a mudança do perfil da pirâmide etária vai mexer profundamente com a estrutura socioeconômica. Não e a toa que inúmeras organizações vêm debatendo e estudando o assunto, como o Fórum Econômico Mundial.
A própria ONU, no relatório "Perspectivas da População", já indicou a necessidade de cuidados quanto a nova con­formação etária da sociedade. O estudo das Nações Unidas mostra que em meados do século o mundo estará não apenas mais velho, porem mais cheio e com me­nos recursos. Teremos uma taxa de 33% de pessoas idosas no planeta e diversos impasses para resolver.

 

 
Na visão dos especialistas, o caminho mais seguro para os paises enfrentarem o desafio do envelhecimento de suas populações e adequando-se com eficiência a nova realidade. Antes de mais nada, os governos terão de repen­sar o sistema previdenciário, que tem duas faces perversas: de um lado, não permite a maioria dos indivíduos ter uma velhice mais tranqüila; de outro, não consegue atender bem a todo o universo dos aposentados.

Para quem labutou mais de 30 anos e, por direito, merece obter um justo des­canso com a aposentadoria, a opção por manter-se na ativa deve representar mais prazer, lazer e aprendizado do que, pura e simplesmente, um meio de sustento e de dedicação exaustiva. A psicóloga e representante da Associação Internacional de Gerontologia junto a ONU, Laura Mello Machado, explica que a descoberta do idoso pela empresa ainda e muito tímida. "A sociedade, em geral, não tem consciência de que o idoso precisa ser visto como uma fonte contributiva, uma fonte de conheci­mento, e não como fardo. A falta de compreensão, o desrespeito e o descaso ferem a integridade dos mais velhos", diz ela.

No Brasil, em particular, existe uma grande dificuldade cultural de se planejar o futuro; o que importa e sempre o hoje, o agora. Esse tipo de mentalidade, de acordo com Laura, leva ao grande numero de ações dirigidas para a criança, ao passo que o idoso não tem suas necessidades e aspirações levadas em conta. Ele quase nunca encontra eco quando procura uma nova colocação no mercado de trabalho ou tenta expressar suas angustias.


Neste sentido, há uma questão bem complexa: num mundo marcado pela crise do emprego, dominado pela tecnologia e que exige tantas qualificações profissionais, como os indivíduos mais velhos poderão ser absorvidos de fato? Infelizmente, ainda não temos políticas publicas serias no sentido de capacitar o idoso e ate orienta-lo para executar determinadas atividades.
Entretanto, o que nem governo nem empresas fazem, pelo menos instituições do chamado terceiro setor, as chamadas ONGs, buscam realizar em beneficio do publico da terceira idade. O Brasil possui cerca de 250 mil organizações não-governamentais e muitas delas ministram cursos a idosos, inclusive de informática, e os incentivam a estudarem e a se atualizarem. A experiência confirma que pequenas oportunidades e conquistas podem suscitar no idoso um processo de reconquista de sua qualidade de vida, da saúde emocional, da auto-estima e da dignidade.

 
 

 A primeira lei brasileira especifica para o idoso data de 1986 e foi considerada uma da melhores da América Latina, apesar de pouco funcionar na pratica. Em 2003, surge o Estatuto do Idoso, passo importante para a discussão nacional do tema e um pontapé inicial em direção a mudanças de conceitos em relação ao idoso.
Veja, a seguir, o que esse estatuto garante as pessoas com mais de 65 anos.
· Prioridade em atendimento publico e privado ,
· Atendimento médico especializado na rede pública, com fornecimento gratuito de remédios de uso continuo,
· Alimentação concedida pelo Estado, caso sua família não tenha condições de arcar com essa despesa;
· Em caso de maus tratos, as ocorrências devem ser comunicadas às autoridades por profissionais e estabelecimentos de saúde,
· Apoio do poder publico para cursos universitários específicos;

 

 

· Não podem ser objetos de discriminação e preconceito em processo seletivo de emprego;
· Recebimento de beneficio mensal de pelo menos um salário mínimo;
· Quando internadas em casa de repouso ou estabelecimentos semelhantes, os tratamentos específicos de que são beneficiarias devem, obrigatoriamente, ser objeto de contrato de prestação de serviços;
· Em casos de situação de risco, devem ser acolhidos pelo Estado
· Prioridade na aquisição de imóveis e em programas educacionais;
· Gratuidade nos transportes coletivos públicos;
· Vagas gratuitas e desconto em passagens no transporte interestadual;
· Vagas especiais em estacionamento públicos e particulares;
· Atendimento em varas judiciais especiais, criadas para esta finalidade;

· Não devem ser objeto de veiculação de imagens ou mensagens pejorativas, sob pena de sanção judicial especifica.

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Mais oito entram na lista de tributos da SEB

Reformulado na gestão do ex-presidente Jose Paredes Gerpe, o estatuto da SEB e um instrumento que normatiza o funcionamento da instituição e cria valores para que a ética e a harmonia prevaleçam entre os seus membros. Mas o documento também prevê homenagens aqueles que colaboram para melhores condições de vida dos espanhóis radicados no Rio de Janeiro, sendo uma delas a entrega de três títulos honoríficos, conforme descrito no capitulo II (artigo 6°) do estatuto.


O titulo de "Grande Benemérito", por exemplo, destina-se a todos os que passaram pela presidência da SEB. Paredes já poderia te-lo recebido ao final do primeiro mandato, mas achou conveniente esperar em razão de suas duas reeleições consecutivas. Existe, ainda, o titulo de "Sócio Benemérito", concedido a associados que se destacaram através de relevantes serviços prestados a SEB. Em geral, são pessoas que não ocupam cargos políticos na instituição, mas mantém com ela um forte vinculo emocional.

Por fim, há o titulo denominado "Sócio Honorário", dado a quem beneficiou a Sociedade Espanhola mesmo não pertencendo aos seus quadros. Um bom exemplo e o jornalista Roberto Marinho, já falecido. Ao receber do governo espanhol o premio Príncipe de Astúrias, doou todo o dinheiro para a SEB.

No dia 26 de abril, durante o lançamento do livro que aborda os 146 anos da Sociedade Espanhola de Beneficência (ver matéria), Jose Paredes aproveitou para entregar novos títulos e fazer um discurso de agradecimento. Desta vez, o reconhecimento como "Grande Benemérito" foi concedido aos Srs. Francisco Américo Gonzalez Sequeiros (in memoriam), Jose Bana Lois e Juan Alvite Iglesias; o de Sócio Benemérito aos Srs. Izauro Dias Perez e Agapito Lires Lopez; e o titulo de Sócio Honorário ficou com o Cônsul Geral da Espanha no Rio de Janeiro, Rafael Fernandez-Pita Gonzalez, e os Srs. Antonio Casas Diaz e Celestino Gomes da Cunha Brandão. Cada um deles, sem exceção, ajudaram a tornar a historia da SEB muito mais rica e admirável.

Embora estes tipos de homenagem não aconteçam frequentemente e nem em data determinada, são importan­tes para destacar as boas praticas e servir de estimulo para que outros membros da comunidade espanhola promovam ações sociais positivas e solidárias. Disso depende, em grande parte, o próprio futuro da SEB. 
 

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Uma noite de alegrias e lembranças

A obra que conta a historia centenária da Sociedade Espanhola de Beneficência teve um lançamento a sua altura, com a presença de quase 300 convidados. Foi no salão Velazquez do Hotel Guanabara, que fica no centro do Rio. O coquetel e cada detalhe da noite, organizados por Andrea Paredes - esposa do então presidente da SEB -, estiveram impecáveis. Belos arranjos de flores davam ao ambiente um toque de elegância.

José Paredes, prestes a deixar o cargo, fez um discurso emocionado. Ele disse que a realização do livro o deixou orgulhoso porque estava entre as suas grandes prioridades. "Estamos aqui para celebrar um marco junto a nossa coletividade.
Levamos alguns anos para concluir essa obra, mas agora podemos constatar quão rica e a nossa his­toria. Descobrimos fatos curiosos, documentos importantes e ate momentos difíceis vividos ao longo desses 146 anos", enfatizou Paredes.
 
A respeito da documentação descoberta na pesquisa da historiadora Paula Salgado e da museóloga Elisabete Delamarque, profissionais que tocaram o projeto do livro, Paredes fez algumas menções especificas. Citou, por exemplo, a ata da inauguração da primeira sede própria da SEB, que traz o nome da padroeira da instituição, Nossa Senhora da Conceição, e o registro da primeira criança nascida no Hospital Espanhol, hoje uma senhora bem idosa e ainda sócia da casa. Mas preferiu deixar aos leitores o prazer de se surpreenderem ao longo da leitura. "Não vou contar tudo aqui, pois tenho cer­teza de que vocês terão muito a conhecer sobre o inicio da SEB e os imi­grantes espanhóis que se sacrificaram para cons­truir essa grande casa" explicou Paredes.

Paula e Elisabete receberam lindos buquês de flores, uma justa homenagem, e de novo se revelaram encantadas com a riqueza do acervo que conseguiram reunir. Esperavam encontrar só uma papelada burocrática, mas terminaram registrando a luta dos imigrantes na nova terra e seus esfor­ços para ajudarem as famílias mais pobres.

Uma ausência muito lamentada foi a do Cônsul Geral da Espanha no Rio de Janeiro, Rafael Fernandez-Pita, que já tinha um compromisso de via­gem agendado e não pode prestigiar o evento. Porem, como grande apoiador do projeto, enviou uma carta em es­panhol saudando o lançamento. E de sua autoria o prólogo do livro, que inclui o seguinte texto:

" Desde la aprobacion de sus Estatutos (...), la Sociedad Espanola de Beneficencia no ha hecho sino dedicarse a atender com extraordinaria generosidad, esfuerzo y carino a la comunidad espanola residente em Rio de Janeiro. (...) Nuestros sucesores veran asi fa­cilitado el conocimiento de las generosas, dedicadas, y esforzadas acciones gue sus antepasados llevaram a cabo para contribuir al bienestar de sus compatriotas. (...) El trabajo realizado para ordenar y sintetizar los docu­mentos de la S. E. B. gue hoy son publicados, junto a los textos gue los acompanan, merecen el elogio de todos aquellos interesados em conocer los logros de nuestros compatriotas em el pasado y em profundizar en el estudio de las generosas aportaciones gue la S. E. B. ha realizado a la sociedad brasilena en la que lleva mas de un siglo in tegra da ".
 
 
Vale lembrar, aqui, outras atuações fundamentais para a concretização do livro, como o da diretora de marketing da SEB, Mercedes Danza Lires Greco, que coordenou o projeto, e de antigos sócios que deram depoimentos sobre a instituição, incluindo membros da diretoria. Alem disso, conforme Paredes destacou em seu discurso, a edição da obra só se viabilizou em função do patrocínio da CEG, CEG RIO e Gás Natural, presididas por Daniel Lopez Jorda, e do apoio do Banco Real e da Baxter.

 

Do Rio para o mundo
A SEB enviou um exemplar de seu livro a diversas instituições e empresas, brasileiras e espanholas, com quem manchem fortes laços afetivos ou parcerias. Eis algumas delas:
No Brasil
- Hospital Espanhol de Salvado - Clube Espanhol de Salvador
- Consulado Honorário de Belo Horizonte
- Embaixada da Espanha
- Academia Nacional de Medicina
- Câmara Municipal do Rio de Janeiro
- Banco Santander
- Ibéria
- Vivo
- Repsol
- Ampla

Na Espanha ,
- Instituto Espanol de Inmigracion
- Ministerio do rrabajo y Asuntos Sociales
- Ministerio de Sanidad y Consumo
- Biblioteca Nacional

Os reis da Espanha, Juan Carlos e Sofia, receberam seus exemplares no próprio palácio, em Madri, en­quanto no Rio, cenário do livro, eles foram encaminhados ao vice-governador Luiz Paulo Conde, ao prefeito Cesar Maia e ao presidente da Fundação Roberto Marinho- Jose Roberto Marinho.
 
 

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Coração em boas mãos

Ano a ano, as doenças cardíacas fazem novas vitimas em escala mundial. Pesquisas recentes confirmam que elas são a principal causa de óbitos entre os adultos, atingindo ate os mais jovens. Muitas vezes, por falta de prevenção, os cuidados chegam tarde demais e já não e possível evitar danos. Nestes casos, só resta tratar a patologia cardíaca com recursos cirúrgicos, o que vem salvando milhares de vidas.


Atento a essas questões, o Hospital Espanhol inaugurou recentemente o serviço de cirurgia cardíaca e convidou o Dr. Darteson da Silveira Gutierrez, um grande especialista, a assumir o setor de Cardiologia. Foram feitas, também, reestruturações no centro cirúrgico e no de pós-operatório, agora equipados com o que há de mais moderno. Esta tudo pronto para qualquer tipo de procedimento, como colocação de ponte de safena, troca de válvulas e correção de aneurisma da aorta, por exemplo.

O medico responsável pela parte clinica da Cardiologia, Dr. Claudio. Allao, diz que se sente orgulhoso com as mudanças e ressalta a importância da evolução da área para o próprio hospital. "O bom funcionamento da eco cardiografia, a parceria com a Enfermagem, Fisioterapia e Nutrição, as equipes, a aparelhagem e os materiais... Temos uma combinação perfeita para a realização de cirurgias", avalia ele, que acompanha o estado dos internos antes e depois da operação.
 
Ate o momento, o Hospital Espanhol já realizou três cirurgias cardíacas, e muito bem-sucedidas. Uma delas teve caráter de emergência. Segundo o Dr. Darteson, ainda em 2006 a instituição espera ampliar a sua capacidade para três operações semanais e adquirir o aparelho de cineangiocoronariográfica, mais conhecido como hemodinâmica, que visualiza as artérias coronárias utilizando um contraste radiológico.

Nada de pânico
Apesar das novidades da ciência, das técnicas cirúrgicas avançadas e da alta competência de profissionais, existem inúmeras pessoas temerosas de se submeter a uma operação cardíaca. Na verdade, esse tipo de cirurgia virou rotina nos grandes hospitais e os resultados costumam surpreender positivamente. Em geral, os pacientes se recuperam rápido e não passam mais de 10 dias internados, podendo, aos poucos, retornar as suas atividades normais, incluindo o trabalho. Entretanto, para quem desempenha funções de alta responsabilidade, como a de piloto de avião ou motorista de ônibus, convêm considerar a hipótese de arranjar uma outra colocação.

De acordo com cardiologistas, o estresse da vida moderna, somado a hábitos como fumo, sedentarismo e alimentação desequilibrada, tornam o ser humano refém dos males cardíacos. Fatores como hereditariedade pesam bastante, porem, mesmo sem antecedentes genéticos, pacientes tabagistas ou obesos demais apresentam três vezes mais risco de infarto. Além disso, o aumento da longevidade veio acompanha do da responsabilidade em mantermos, por mais tempo,  nossos órgãos sadios, especialmente o coração, se quisermos ter qualidade de vida.
 

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Começa um novo ciclo na SEB

O dia 8 de maio marcou uma linha divisória entre a antiga gestão da SEB e a atual. É que naquela data foi escolhido o novo Conselho Deliberativo da instituição, composto de 50 membros titulares e 28 suplentes - conforme prevê o Estatuto. Todos integravam a chapa amarela, única a se apresentar na disputa e ratificada por unanimidade de votos.
Algumas semanas depois, chegou a vez do Conselho recem-eleito apontar os nomes para ocuparem a Diretoria, o Conselho Fiscal e a Mesa do Conselho, o que aconteceu no salão nobre da SEB. Houve também um coquetel e a ocasião acabou se convertendo numa grande confraternização. Veja, agora, quem são as pessoas que hoje estão a frente da Soci­edade Espanhola de Beneficência, algumas delas muito familiares a todos nos e com uma folha de grandes serviços prestados a comunidade espanhola.

O que vem por ai
Em continuidade a iniciativas da gestão anterior, a nova diretoria da SEB pretende manter constantes in­vestimentos nos CTIs do Hospital Espanhol, setores estratégicos que ate há pouco tempo eram terceirizados. Estima-se que o numero de cirurgias crescera nos próximos meses, o que vai também demandar uma constante modernização da aparelhagem cirúrgica e dos equipamentos utilizados em exames.
Ainda dentro da ótica de atender plenamente aos sócios e a clientela em geral, a SEB ira beneficiar a qualificação de duas áreas do hospital: a cardiologia, cujo atendimento vem se expandindo, e a oncologia, pois há uma freqüente procura por essa especialidade.

Outra prioridade da atual direção da SEB e reforçar a capacitação da equipe medica e de enfermagem do Hospital Espanhol, o que tem feito a diferença nos resultados. Graças a atualização das equipes, a instituição pode apresentar uma medicina de primeiro mundo aos seus beneficiários.
 
 

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Uma História de Profunda Raízes

Uma das mais renomadas instituições espanholas, a Real Academia Galega, esta completando 100 anos. A entidade estuda a cultura e, em especial, a língua galega, elaborando as normas gramaticais, ortográficas e léxicas do idioma. Também faz um excelente trabalho de divulgação e preservação do galego.
Em função do centenário, a Academia Galega escolheu este ano uma personalidade muito especial para homenagear no Dia das Letras Galegas, comemorado em 17 de maio. Trata-se de Manuel Lugris Freire (1863-1940), escritor que ajudou a fundar a Academia e foi seu presidente no biênio 1934-1935. A ele se deve a valorização da língua e da própria cultura da Galicia: produziu todas as suas obras em galego; usou o idioma, pioneiramente, para falar em publico - pois ate 1907 ninguém o havia feito; e com apenas 20 anos lançou o primeiro jornal totalmente escrito em galego, intitulado "A Gaita Galega", que falava sobre emigração.
Manuel Freire também colaborou com diversos veículos de imprensa edita­dos em galego (como a "Revista Galega"), co-patrocinou a Escola Regional de Declamação e constituiu a Irmandade da Fala da Corunha, publicando a primeira gramática da Galicia no idioma galego. Há, também, outras grandes heranças do escritor mais voltadas para a área política, entre elas a criação do Sindicato Solidariedade Galega e a redação do pri­meiro Estatuto de Autonomia da Galicia, em nome do Partido Galeguista.

O Secretario Geral da Xunta de Galicia, Manuel Luis Rodriguez Gonzalez , enviou uma carta as entidades espanholas lembrando o aniversario da Real Academia e exaltando O vigoroso trabalho literário de Lugris Freire. Essa correspondência motivou o Hospital Espanhol a falar do assunto em sua revista e a prestar sua própria homenagem ao artista espanhol
 
Obra vasta enriquece o idioma


Versatil, Manuel Lugris Freire abordou diversos gêneros literários, inclusive a comedia. Seu primeiro livro saiu em 1 894, com o nome "Soidades" . Em 1901, foi a vez de "Noitebras". O autor ainda se dedicou a poesia e ao teatro, onde fez dramas como 'Minia", "Mareiras" e " Esclavitu ", mas "A Ponte," ficou registrada como o s maior sucesso nos palcos. O idioma tão valorizado pela obra literária e teatral ­de Freire, embora próprio da Comunidade Autônoma d Galicia, também e falado na fronteira com as comunidades autônomas das Astúrias e de Castilla y Leon e nas comunidades de emigrantes da Argentina e do Uruguai, onde existem mais e três milhões de galegos. Pode ser visto como uma evolução do galego-português, com algumas influencias do castelhano e formas inexistente em português. Por outro lado, conserva certos traços do galego-português original, que desapareceram do português contemporâneo.


A língua galega nasceu na antiga província romana da allaecia" (coma ­se diz em latim), que abrangia o território da Galicia atual, o norte de Portugal: e territórios limítrofes a leste. Formou-se por volta do século IX, como resultado da assimilação do latim vulgar usado elo conquistadores romanos a partir do século II d.C.
 

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