Revista n°. 19
REVISTA DO HOSPITAL ESPANHOL N° 19
ÍNDICE
- EDITORIAL
- ANOS DOURADOS CONTINUAM - SEB, COM SANMARTIN, QUER ALIMENTAR NOVOS PROJETOS
- OUTUBRO, MÊS DO MÉDICO - UMA JUSTA HOMENAGEM ÀQUELES QUE SALVAM VIDAS
- QUALIFICAÇÃO E RELAÇÕES HUMANAS, AS APOSTAS DO HOSPITAL
- CONGRESSO MARCA ANIVERSÁRIO DA BENEFICÊNCIA
- FUMO ? NEM PENSAR !
- EXERCÍCIO JÁ !
- CONTA GOTAS
EDITORIAL
SEMPRE PENSANDO EM VOCES
Caros sócios, clientes e parceiros:
Muitas das propostas e iniciativas da nova diretoria da SEB estão
expressas em notas e matérias desta edição, que dá ênfase à prevenção
em saúde, à capacitação das equipes do Hospital Espanhol e a uma série
de melhorias que vimos realizando.
Uma delas se refere as obras no terceiro pavimento para implantação da
biblioteca e demais setores administrativos, como sala de reunião,
departamento de compras e auditoria, depósito de material de limpeza e
área de recursos humanos. A cozinha também está passando por diversas
adequações, visando aperfeiçoar os fluxos de preparo e distribuição de
alimentos. Além disso, já foi instalado junto ao refeitório o balcão de
quentes e frios e se aguarda a chegada do balcão frigorífico ambos com
acabamento em aço inox.
Outro projeto em fase de conclusão, e dos mais importantes para a
segurança e o conforto dos pacientes, é a instalação do laboratório de
análises clínicas LabCare nas dependências do hospital. Mas vôos ainda
maiores nos esperam. Pretendemos, em breve, reformar amplamente o
centro cirúrgico, no quarto andar; transferir a Central de
Esterilização; modernizar toda a internação do terceiro piso e ampliar
e interligar os CTIs, no sexto andar.
Tendo em vista a atenção que o nosso patrimônio merece, e o respeito
que temos pelos públicos do Hospital Espanhol, vamos continuar, na
medida do possível, a investir em benfeitorias. Essa postura sempre nos
trouxe os melhores resultados, como bem o demonstra o sucesso da
recente inauguração do salão nobre no prédio ao lado da SEB, adquirido
há pouco tempo. Antes, fazíamos eventos no prédio principal, no mesmo
andar onde estavam alguns internos, mas agora podemos comemorar datas
importantes e promover encontros num local apropriado. Além da
privacidade que oferece, o novo salão nobre funciona com uma copa, um
espaço para o café e sanitários reservados para mulheres, homens e
pessoas portadoras de necessidades especiais.
Manuel Suárez Silva
Diretor de Patrimônio
ANOS DOURADOS CONTINUAM - SEB, COM SANMARTIN, QUER ALIMENTAR NOVOS PROJETOS
Prevenção é a palavra de ordem dos atuais gestores do Hospital
Espanhol. O novo presidente da SEB, José Sanmartin, empossado em maio
de 2006, pretende oferecer cuidados especiais aos pacientes da
instituição, inspirando-se na experiência ousada de um antecessor, José
Bana Lois, responsável pela modernização e revitalização do
hospital.
Hoje, o número de associados da SEB está em torno de mil pessoas, que
não representam nem 50% da comunidade espanhola do Rio de Janeiro. Mas,
num futuro próximo, Sanmartin espera aumentar a quantidade desses
beneficiários, incentivando a realização de eventos que chamem a
atenção do público externo e lhe passem informações importantes, como
as recentes palestras sobre saúde.
Há uma série de objetivos que o presidente da SEB deseja concretizar.
Entre eles, a implementação de uma Central de Emergências Médicas 24
horas, em que médicos se disponibilizariam a visitar em casa os
associados da Beneficência, monitorando constantemente sua saúde.
E os projetos de Sanmartin não param por aqui. Ele almeja mudanças na
estrutura física do hospital, como centralizar a cozinha e o estoque
num único lugar, liberando espaço para fazer mais leitos. A Emergência
também integra os planos de expansão do Hospital Espanhol, porém,
segundo Sanmartin, as alterações neste setor serão feitas
gradativamente, conforme as demandas. "Queremos crescer, sim, mas com
qualidade. Pois não basta sermos grandes, temos que ser melhores",
explica ele.
No discurso do presidente da SEB ainda se percebe uma outra
preocupação, desta vez com a integração dos funcionários. Semanalmente,
ele faz rondas pelos andares do hospital, conversa com as equipes e
acompanha de perto essa questão. No início, quando mal o conheciam,
circulava pelos corredores sem identificação, mas mesmo assim era muito
bem tratado, como gosta de frisar.
Emocionado ao constatar o respeito dos funcionários pelo trabalho que
executam e o nível de organização que o Hospital Espanhol atingiu,
Sanmartin diz ser "um privilégio estarmos tão bem, a caminho de
mantermos padrões compatíveis com o primeiro mundo, enquanto várias
instituições de saúde fecham suas portas".
Um espanhol com raízes brasileiras
José Sanmartin chegou ao Brasil em 1954, sozinho, por um motivo não
muito nobre: estava fugindo do serviço militar espanhol. Foi sapateiro,
trabalhou em restaurantes nas mais diversas funções e, aos poucos, com
uma certa estabilidade financeira, começou a deixar para trás o sonho
de voltar à: terra natal.
Casou, teve dois filhos (ambos médicos) e só veio a conhecer a SEB em
1994, associando-se a ela. Em pouco tempo tornou-se conselheiro da
Beneficência e, mais tarde, vice-presidente, na gestão de José Paredes
Gerpe. Nutre um amor incondicional pela obra que vem ajudando a
construir e reconhece que aprendeu bastante com Paredes. Orgulha-se,
portanto, de dar continuidade ao magnífico trabalho iniciado na
administração anterior.
OUTUBRO, MÊS DO MÉDICO - UMA JUSTA HOMENAGEM ÀQUELES QUE SALVAM VIDAS
Pouca gente sabe, mas a data 18 de outubro foi escolhida como "Dia
do Médico" por ser consagrada pela Igreja a São Lucas, padroeiro da
Medicina.
Lucas foi um dos quatro evangelistas do Novo Testamento e, segundo a
tradição, era médico, além de pintor, músico e historiador. Teria
estudado em Antióquia, um dos mais importantes centros da civilização
helênica na Ásia Menor e hoje cidade pertencente à Síria. Possuía mais
cultura do que os outros evangelistas e seus textos utilizam uma
linguagem mais aprimorada, o que revela perfeito domínio do idioma
grego.
Não há dados muito precisos sobre São Lucas, nem mesmo sobre a data de
nascimento. Sabese que viveu no século I d.C. e, de acordo com alguns
relatos, foi vítima da perseguição dos romanos ao cristianismo, embora
também se diga que morreu de forma natural, em função da idade. Mas há
provas indiretas da condição de Lucas como médico. A principal delas
nos foi legada por São Paulo, na epístola aos colossenses, quando se
refere a "Lucas, o amado médico".
Outra prova consiste na terminologia empregada por Lucas em seus
escritos. Em certas passagens, utiliza palavras que indicam sua
familiaridade com a linguagem médica de seu tempo. Este fato tem sido
objeto de estudos críticos comparativos entre os textos evangélicos de
Mateus, Marcos e Lucas, e é apontado como relevante na comprovação de
que Lucas exercia a medicina.
Como evangelista e como médico, Lucas serviu de tema a um romance
histórico muito difundido, intitulado "Médico de homens e de almas", de
autoria da escritora Taylor Caldwell. Ainda que se trate de obra de
ficção, muito tem contribuído para a consagração da personalidade e da
obra do evangelista.
QUALIFICAÇÃO E RELAÇÕES HUMANAS, AS APOSTAS DO HOSPITAL
A integração do Hospital Espanhol com suas equipes, público externo
e profissionais da saúde de outras instituições figura entre as grandes
prioridades da nova gestão da casa. Tanto que a diretoria vem
investindo em atividades que envolvam debates, troca de experiências e
capacitação, segundo informa o diretor técnico do SEB Saúde, Dr. Júlio
Cesar Ramos.
A primeira iniciativa dessa modalidade sob a atual administração foi um
pequeno ciclo de palestras, realizado em 24 de agosto, que reuniu 70
participantes sobretudo funcionários do próprio hospital e de diversas
clínicas da cidade, incluindo diretores. Começou com um tema polêmico,
que monopolizou as atenções: "Erro médico e casos reais", explanado
pelo Dr. José Ramon Blanco, membro do Conselho Regional de Medicina do
Rio de Janeiro (Cremerj).
Alguns aspectos mereceram destaque na abordagem, como risco de se dar
um atestado médico por encomenda, sem que o paciente tenha sido
realmente examinado, ou emitir receitas ilegíveis, que podem levar à
compra de medicamentos errados. Mas o palestrante pontuou, acima de
tudo, a importância do estreito relacionamento do profissional com o
cliente, postura que não apenas colabora para uma recuperação mais ágil
e completa, como pode evitar, em muitas circunstâncias, diagnósticos
imprecisos e decisões equivocadas. (leia mais no box).
O segundo assunto, "Relação médico-paciente na terceira idade", ficou a
cargo do Dr. Pablo Vazquez Queimadelos, também conselheiro do Cremerj.
Ele trouxe à tona a questão da extrema sensibilidade dos idosos, às
vezes aguçada por carência afetiva, o que demanda atenção e carinho
redobrados. Destacou o apoio psicológico como fundamental para melhorar
a auto-estima de pessoas mais velhas que estejam enfrentando problemas
de saúde ou mesmo debilidades provenientes do processo natural de
envelhecimento.
Em decorrência do sucesso do encontro, que recolheu elogios de várias
fontes, o Hospital Espanhol já tem em vista a próxima rodada de
palestras, pretendendo que o evento ocorra bimestralmente. De acordo
com o Dr. Júlio Cesar, os debates deverão focar patologias e tentar
ampliar a presença dos associados da SEB, uma vez que é de interesse
desse público conhecer mais sobre doenças e tratamentos, além de tirar
dúvidas.
Afinal, no caminho para o aperfeiçoamento, toda instituição da área de
saúde tem que se aproximar da clientela, familiares e comunidade, ouvir
suas demandas e garantir qualidade e eficiência no atendimento. Neste
sentido, o Hospital Espanhol se sente de portas abertas, estimulado a
reciclar-se e a receber sugestões e criticas. Quem se habilitar deve
ligar para 2158-9135 e fazer a sua parte.
Erro Médico e as leis brasileiras
O erro médico, bem como outros tipos de lesões físicas,
psicológicas ou morais, são enquadrados em diversos códigos da
legislação brasileira. No Civil, por exemplo, existem muitos artigos a
respeito, sendo o mais genérico o de número 186, que estabelece:
"Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou
imprudência, violar direito ou causar prejuízo a outrem fica obrigado a
reparar o dano".
No mesmo código, o artigo 932 imputa responsabilidade também à
administração do local onde o dano foi cometido, e não só ao autor
(caso de um hospital), enquanto o de n° 949 obriga o ofensor a
indenizar despesas de tratamento e ainda os ganhos que, porventura, a
vítima deixe de receber durante o período de afastamento do trabalho. A
duração das indenizações vai depender da extensão dos males provocados
e do acordo entre as partes.
Também o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, datado de 1990,
abrange o erro médico e representa um avanço no que se refere ao
cuidado de não tratar a saúde como atividade estritamente comercial.
Mais do que isso: é um exímio instrumento jurídico de moderação e
disciplina nas relações de consumo entre o prestador de serviço e o
usuário.
Na esfera do Código Penal, a responsabilidade por atos e omissões pode
resultar em três modalidades de culpa - por imprudência, negligência ou
imperícia. Esta última, ainda que resulte de inexperiência,
incompetência ou inabilidade, não isenta o profissional da saúde de
responder pelo desempenho de uma função para a qual se encontra, pelo
menos teoricamente, habilitado.
O erro médico também é mencionado no artigo 29 do Código de Ética
Médica, que agora, na era das cirurgias plásticas estéticas, ganha um
sentido todo especial. Ao lado do ensino precário da medicina, da falta
de infraestrutura das organizações do setor da saúde e até do
desrespeito generalizado pela vida humana, os próprios pacientes devem
pesar na balança os procedimentos a que vale a pena recorrer na busca
pela beleza irretocável.
CONGRESSO MARCA ANIVERSÁRIO DA BENEFICÊNCIA
Evento atrai público e as atenções
Como acontece já há quatro anos, a cada mês de setembro, a SEB
comemorou mais um aniversário realizando uma nova edição do Congresso
do Hospital Espanhol, desta vez com foco na qualidade de vida. Foi no
dia 23, no salão nobre da instituição, com a participação de quase 130
pessoas. À frente da organização do evento estavam a diretora social da
Beneficência, Andrea Paredes; a coordenadora de Nutrição do hospital,
Maria Aparecida Costa, e toda sua equipe; e a coordenadora de
Enfermagem, Nathalie Valverde.
O IV Congresso teve início às oito horas com entrega de material, sendo
aberto em seguida pelo presidente da SEB, José Sanmartin. O público da
manhã, basicamente composto de profissionais do próprio hospital e de
outras organizações de saúde, pôde desfrutar de três palestras
diversificadas.
A primeira sobre doença inflamatória intestinal, ministrada pela
nutricionista e professora Célia Lopes da Costa; a segunda a respeito
de imonumodulação (processo de controle de inflamações causadas por
doenças crônicas), conduzida pela também nutricionista Maria Fernanda
Cury, convidada especial, vinda de São Paulo; e a terceira, fechando a
primeira parte do encontro, acerca de qualidade de atendimento ao
cliente, proferida pela psicóloga Rita Garcia.
A partir das 14 horas, as apresentações incluíram um público
maior, como associados da SEB e interessados em geral, e se processaram
de forma bastante didática. Os temas abordaram questões de saúde
freqüentes na terceira idade, como hipertensão arterial (Dr. Julio
César Ramos, diretor técnico do SEB Saúde) e diabetes mellitus (Dr.
André Vinícius Novaes, clínica médica do Hospital Espanhol), além de
tabagismo. Esta última exposição, feita pelo diretor médico Waldir
Leopércio, chamou a atenção dos presentes pelas imagens e argumentos
utilizados visando traçar um quadro realista do problema. Especialmente
nessa hora, houve muita interatividade entre palestrante e
platéia.
Parte do sucesso do Congresso deveu-se, este ano, segundo Maria
Aparecida Costa - uma das organizadoras -, ao ambiente claro e
acolhedor do novo salão nobre do Hospital Espanhol. "Não poderíamos
usufruir de um local mais adequado", reconhece Aparecida, enfatizando
o apoio recebido por todos os diretores e funcionários da instituição.
Ela elogia a filosofia do Hospital Espanhol de fortalecer a medicina
preventiva e garante que os próximos eventos serão ainda mais ricos e
interativos.
Presenças e apoios
O IV Encontro do Hospital Espanhol esteve recheado de convidados
ilustres, como a do cônsul da Espanha, Rafael Fernández-Pita, o chefe
da Seção Laboral do Consulado do Rio de Janeiro, Antonio Casas Diaz, e
representantes de entidades espanholas, entre elas a Casa de Espanha.
Muitos dos patrocinadores também marcaram presença, caso da Baxter,
Fresenius, Lang, Nora Decorações, Nutrex, Universidade São Camilo e a
própria Casa de Espanha, que forneceu as mais de 100 cadeiras usadas no
evento.
Fora o requintado coffeebreak, oferecido pela Fresenius, o encontro
teve um belíssimo coquetel de encerramento proporcionado pela Baxter.
Não faltou sequer sorteio de brindes, que incluíram exemplares do livro
de memórias do Hospital Espanhol. Uma celebração e tanto, à altura dos
147 anos da Sociedade Espanhola de Beneficência.
FUMO ? NEM PENSAR !
Setor de pneumologia defende medidas contra tabagismo.
Respiração é vida. Essa simples constatação pode fazer a diferença na
hora de optarmos por hábitos saudáveis, que costumam evitar ou amenizar
certas patologias determinadas até mesmo pela herança genética. As
doenças respiratórias são enfraquecidas pela prática regular de
exercícios, por ambientes sem poluição e, principalmente, pelo
não-tabagismo, segundo afirma o novo diretor médico do Hospital
Espanhol, o pneumologista Dr. Waldir Leopércio.
Empenhado, juntamente com toda a diretoria da instituição, em
disseminar a medicina preventiva com foco no anti-tabagismo, o Dr.
Leopércio participou do IV Congresso do Hospital Espanhol, em setembro
último, para tratar do tema. Em sua palestra, abordou as diversas
formas de dependência provocadas pelo cigarro químicas, psicológicas e
comportamentais , ressaltando que o hábito de fumar tem muito a ver com
condicionamentos físicos e canalização de emoções. O pneumologista fez
uso de imagens chocantes durante a exposição, não com a intenção de
amedrontar o público, mas de motivar os fumantes a abandonar o vício,
"pois existem inúmeros benefícios decorrentes dessa decisão",
declarou.
Mais de 4.700 substâncias nocivas já foram identificadas no cigarro,
entre elas a nicotina, que causa dependência química, considerada
uma doença; o monóxido de carbono, responsável por problemas
cardiovasculares; e o alcatrão, o grande vilão, associado ao câncer. De
10 casos de câncer de pulmão, nove têm relação com o fumo, sem contar a
possibilidade do surgimento de outros tipos de carcinomas em fumantes,
como na boca, laringe e estômago, inclusive a leucemia.
Indivíduos que fumaram durante muito tempo podem ter seqüelas graves e
dificuldade para respirar. Doenças como bronquite tabágica e o
enfisema, que destrói os tecidos do pulmão, estão entre as mais comuns
diagnosticadas em fumantes. Mas o tabagismo atinge, também, de forma
indireta, aqueles que convivem com o vício, especialmente o bebê em
gestação. São os chamados "fumantes passivos". A mulher que não
abandona o cigarro nem no período da gravidez coloca em risco a saúde
do próprio filho, adverte o Dr. Waldir Leopércio.
Há um estudo que coloca o cigarro, ainda, como promotor de outras
drogas. De acordo com o diretor médico do Hospital Espanhol,
"dificilmente alguém consome maconha ou cocaína sem ter passado pelo
cigarro". Diante de tantos riscos, quem desejar parar de vez com o fumo
pode estar certo de sua boa escolha. Os atuais tratamentos, com
certeza, vão dar a maior força, mas um ex-fumante deve estar preparado
para enfrentar períodos de ansiedade e um pouco de depressão, que,
afinal, vão valer a pena nos próximos anos.
O Dr. Waldir acredita que não só governos, mas educadores e socIedade
em geral devem se envolver mais diretamente na formulação de medidas
preventivas e de combate ao tabagismo. Apesar de todos os apelos e
alertas, ainda temos um número expressivo de fumantes, muitos deles
bastante jovens: 20% da população do Brasil. E não adianta tratá-los
como bandido, mas como vítimas, promovendo campanhas de conscientização
e ações para desestimular o fumo, pois trata-se de uma questão que
afeta a todos nós, estejamos em qualquer dos lados.
Entre as iniciativas interessantes nesse sentido, o médico cita a
impressão de imagens agressivas atrás das embalagens de cigarro, que o
Brasil foi o segundo país a adotar. Sempre se pode recorrer, também, à
exigência da proibição do cigarro em locais públicos, em respeito à
saúde dos que lá estão. Até porque, como diz o velho ditado, a
liberdade de um termina onde começa a do outro.
EXERCÍCIO JÁ !
O papel da atividade física no envelhecimento.
Existem cada vez mais evidências científicas apontando o
efeito benéfico de um estilo de vida ativo na manutenção da capacidade
funcional e da autonomia física durante o processo de envelhecimento.
Além dos aspectos positivos da atividade aeróbica, há importantes
resultados provenientes do treinamento da força muscular no adulto e na
terceira idade. Entre eles, podemos citar a melhora da velocidade de
andar, do equilíbrio, da auto-eficácia e da ingestão alimentar; o
aumento do nível de atividade física espontânea; a manutenção e/ou
aumento da densidade óssea; a ajuda no controle do diabetes, artrite e
doenças cardíacas; e a diminuição da depressão.
Uma das principais causas de acidentes e de incapacidade na terceira
idade é a queda, que geralmente acontece por problemas do equilíbrio,
fraqueza muscular, desordens visuais, distúrbio cardiovascular,
alteração cognitiva e consumo de alguns medicamentos. O exercício
contribui na prevenção das quedas por fortalecer os músculos das pernas
e costas, melhorar os reflexos e a mobilidade, proporcionar
flexibilidade, manter o peso corporal e reduzir o risco de patologias
cardiovasculares. Ninguém mais duvida disso.
Segundo dados de pesquisas, a participação em um programa de exercício leva à redução de 25 % nos casos de doenças cardiovasculares e 10% nos casos de acidente vascular cerebral, doença respiratória crônica e distúrbios mentais. Talvez o mais importante, porém, seja o fato de reduzir de 30% para 10% o número de indivíduos incapazes de cuidar de si mesmos, além de desempenhar papel fundamental na fase de transição para a aposentadoria.
Mostrando resultados
Diversos estudos demonstram que os indivíduos fisicamente ativos
apresentam menor deterioração da aptidão física. Num deles, cerca de 14
mil ex-alunos da Universidade de Harvard, na Inglaterra, foram
acompanhados durante um bom tempo e observou-se que os indivíduos que
interromperam a prática de esportes tiveram 35% de incremento no risco
de morte sobre aqueles que continuaram sedentários. Isto por causa dos
efeitos que a parada brusca na atividade desportiva pode causar ao
organismo.
Porém, aqueles que começaram a praticar esportes experimentaram um
risco de morte 21 % menor do que o grupo habitualmente sedentário, o
que mostra o quanto o movimento faz bem. Já os que se tornaram mais
ativos experimentaram um índice ainda menor, de 28%, e os que sempre se
mantiveram ativos, um risco 37% menor do que os que nunca fizeram
exercícios vigorosos.
Com a mesma amostra dividida em três grupos, de acordo com a energia
gasta em atividades como caminhar, subir escadas e praticar esportes, a
pesquisa detectou o maior aumento na expectativa de vida nos indivíduos
que eram mais jovens quando entraram no estudo e nos mais ativos quando
comparados aos menos ativos e moderadamente ativos. O aumento na
expectativa de vida quando os mais ativos foram comparados aos pouco
ativos foi em média de 2,51 anos para indivíduos de 35-39 anos de idade
no início do estudo e de 0,42 anos nos indivíduos de 75-79 anos.
Um dado também interessante foi o fato de que a porcentagem de
indivíduos acima dos 80 anos foi maior entre os mais ativos (69,7%) do
que no grupo dos menos ativos (59,8%). Análises mais recentes da
ciência, com foco em homens de 40 a 59 anos de idade, sustentam que o
hábito de realizar atividades físicas leves ou moderadas reduz a taxa
de mortalidade total e a de óbitos por problema cardiovascular em
indivíduos de idade avançada.
CONTA GOTAS
O Melhoria com democracia
Em inúmeros ambientes, e até nos detalhes, é visível a preocupação da
SEB em modernizar e melhorar as instalações do Hospital Espanhol.
Coordenadas pela diretora social e assistencial da Beneficência, Andrea
Paredes, as recentes reformas produziram o efeito de humanizar o
hospital, a começar pela recepção, onde foi montado um lindo painel de
fotos alusivo à memória da instituição.
O espaço da cafeteria também está mais agradável e colorido, com
plantas e flores, servindo para que acompanhantes e visitantes não
vejam o tempo passar. A Ouvidoria foi outro local que se beneficiou das
mudanças, pois agora oferece um conforto todo especial aos que procuram
o setor para encaminhar alguma reivindicação ou sugestão à direção do
hospital.
Qualquer um pode se sentir à vontade para apontar aspectos críticos,
pois "é importante abrirmos nossos olhos e buscarmos sempre melhorar",
enfatiza a diretora Andrea Paredes.
Prometido e feito
Quem circula ou pelo menos passou recentemente pela recepção
do Hospital Espanhol, deve ter sentido uma grande diferença. As
reformas anunciadas na edição anterior desta revista já estão
concretizadas: paredes claras, novas instalações técnicas, mais
cadeiras e conforto. Um ambiente leve, aconchegante, moderno, que faz o
tempo de espera parecer mais curto. E o que é mais importante: traz
mais comodidade a pacientes, acompanhantes e funcionários.
Em favor da higiene e segurança
Com o objetivo de adequar suas instalações às recentes normas da
Vigilância Sanitária, o Hospital Espanhol iniciou mais uma jornada de
obras. Desta vez, nas dependências da cozinha. Estão em andamento
reformas no piso, colocação de fórmica nos armários, reestruturação das
áreas de lavagem e instalação do balcão refrigerado para manutenção da
temperatura das sobremesas e saladas, entre outras coisas.
De acordo com a coordenadora de Nutrição, Maria Aparecida Magalhães da
Costa, as atividades começaram em março e a previsão é que sigam ainda
por alguns meses. Ela considera as mudanças de suma importância, "tanto
por questões de higiene quanto para o bom funcionamento do serviço". Já
foi construída, inclusive, uma porta lateral somente para entrada de
produtos externos, o que evita cruzamento com os alimentos e possíveis
contaminações.
Qualidade reconhecida
A Sociedade Espanhola de Beneficência é uma das três finalistas do
Prêmio Aberje 2006, na categoria Publicação Especial, pelo projeto
gráfico da obra que resgata a memória dos 146 anos da instituição,
recentemente editada.
A categoria em que o livro da SEB está inserida diz respeito a
publicações sem periodicidade definida, com número acima de 16 páginas
e dirigida a um ou mais públicos, abordando tema social, cultural ou
comemorativo. Todos os candidatos ao prêmio foram obrigados a enviar à
Aberje um texto explicativo sobre o que motivou a realização do
trabalho e indicadores de avaliação quantitativa e qualidade dos
resultados alcançados.

