Revista n°. 9
REVISTA DO HOSPITAL ESPANHOL N° 1
Índice
EDITORIAL
Um novo recomeço
Para inúmeras pessoas e instituições a virada de ano representa,
apenas, comemorações, novos planos e troca de calendário. Nós, da
Sociedade Espanhola de Beneficência, sentimos e pensamos diferente. A
entrada em 2004 significou um profundo balanço de nossas realizações,
um ajuste de contas entre erros e acertos, de forma que venhamos a
colher resultados ainda meIhores do que os já experimentados.
Podem ter faltado uma vitória aqui e outra ali, algumas ações
importantes e até iniciativas previstas, mas a diretoria da SEB, unindo
seus esforços aos dirigentes do Hospital Espanhol e equipe, sem excluir
qualquer funcionário, empenhou-se em realizar o realizável, o que
estava ao alcance de nossos recursos e potencialidades físicas, humanas
e materiais. Se mais não foi feito e conquistado, temos a humildade de
reconhecer essas limitações e pedir tempo e compreensão a nossos
clientes e amigos. Afinal, é em favor da coletividade que projetamos
sonhos e os transformamos em algo concreto, que enseje mudanças.
Contudo, ao olharmos para trás, vem uma imensa satisfação de constatar
que o Hospital Espanhol cresceu, modernizou-se, aperfeiçoou seus
serviços, acompanhou a evolução científica e tecnológica dos anos
recentes e angariou, cada vez mais, o respeito e a confiança da
comunidade do Rio de Janeiro e dos profissionais de saúde do país. O
processo demandou uma verdadeira revolução nos procedimentos
tradicionais da instituição, nos seus métodos de trabalho e no
atendimento ao público. Hoje, como fruto da nossa realidade, estamos
aptos a oferecer não só uma medicina de ponta e equipamentos de última
geração, inclusive na área cirúrgica, mas um plano de saúde próprio,
acessível ao bolso do usuário e levando em conta suas amplas
necessidades de cuidados especializados.
Desejamos, com mente e coração esperançosos, que os avanços de 2003 se
solidifiquem no decorrer deste ano e que muitos mais sejam
implementados ao longo dos próximos meses, com o auxílio inestimável de
nossos médicos
, enfermeiros, atendentes, auxiliares e pessoal administrativo. Que
venham a nós uma corrente de luz, energia, dinamismo e discernimento,
pois cada pedacinho de uma construção coletiva vale por milhões, e,
enquanto obra social, serve de alicerce para todos.
Manuel Morales Riveiro (Diretor Social e Assistencial)
OSSOS MAIS PROTEGIDOS
O setor de ortopedia do Hospital Espanhol atende, agora, 24 horas
por dia. De segunda a sexta em consultório, com hora marcada, e na
emergência, a partir das 19h. Nos finais de semana, apenas na
emergência, o dia inteiro.
O quadro de completa reestruturação que o setor apresenta hoje começou
a ser esboçado em fevereiro de 2003, através do meIhor aproveitamento
do espaço físico, mais conforto nas instalações, ampliação da equipe de
atendimento e implementação do centro cirúrgico. Segundo o Dr.
Sebastião Herculano, um dos seis ortopedistas, os frutos da mudança já
são visíveis.
"Atualmente, o índice de cirurgias ortopédicas é um dos maiores desse
hospital , com resultados muito satisfatórios", diz o médico,
salientando que a instituição está entre as poucas com tamanha
estrutura em ortopedia e equipamentos moder (los, capacitada, portanto
- tanto do ponto de vista humano como material - a fazer cirurgias de
ponta.
Não é à toa que o Hospital Espanhol recebe pacientes de diversas
localidades do Rio è até do estado, à procura de tratamentos
especializados e eficientes. Mas, também em ortopedia, a prevenção
mostra-se mais benéfica (para a saúde e o bolso) do que buscar a cura,
conforme ressalta o Dr. Sebastião.
"À medida que envelhecemos, todos temos um certo grau de osteoporose,
em particular as mulheres", explica ele, sinalizando para um mal comum
que, se acompanhado desde os 35 anos, dificilmente comprometerá a
qualidade de vida da pessoa. E, antes que precisemos recorrer a
medicamentos de última geração, que garantem o alívio da dor e dos
sintomas em geral, ou a qualquer recurso cirúrgico, o médico aconselha
medidas simples, rápidas e eficazes.
"As consultas médicas periódicas devem fazer parte da nossa agenda. No
caso das mulheres, ainda mais atingidas pela osteoporose em função dos
hormônios, é fundamental visitar o ginecologista freqüentemente para
determinar a condição hormonal, sobretudo se a paciente retirou os
ovários ou tem outros agravantes. Por sua vez, o ortopedista avaliará
como estão os ossos e manterá cuidados preventivos", assinala Dr.
Sebastião.
Operações para troca de articulações viraram uma rotina no Hospital
Espanhol, em parte por acidentes e, na grande maioria das vezes, pelo
desgaste dos ossos em função da idade. Mas, com as novas técnicas da
medicina
, o paciente não fica tão sacrificado; o uso de gesso após a cirurgia,
por exemplo, é uma prática extinta, e até o restabelecimento se
acelerou. De todo modo, quem cuida da alimentação, pratica regularmente
exercícios
físicos (ginástica, musculação, caminhada etc.) e toma certas
precauções, pode conter a degeneração óssea, evitar certos tipos de
problema e, sobretudo, garantir uma longevidade com bem-estar.
Para reduzir o número de paeientes idosos que chegam ao Hospital
Espanhol com fratura de fêmur (perna) ou do úmero (ombro), o Dr.
Sebastião sugere cuidados mínimos em casa. Entre eles: colocar um
suporte no box do banheiro e outro próximo ao vaso sanitário para ter
onde apoiar as mãos, em situações de perda do equilíbrio. E eliminar
aqueles tapetinhos que escorregam, substituindo-os por materiais com
borrachas de sucção. Essas são formas de adaptar os hábitos do
indivíduo à realidade e reduzir riscos desnecessários.
Fisioterapia, mais um benefício aos pacientes
Como parte da atenção com a saúde e tendo em vista a crescente demanda,
o Hospital Espanhol inaugurou recentemente o atendimento em
fisioterapia clínica. O mais novo serviço do hospital funciona nas
manhãs de segundafeira, com a fisioterapeuta Loa Williams
Schonfelder.
Cada vez mais, o fisioterapeuta tornase uma peça-chave para o
entrosamento de equipes de trabalho multidisciplinares (profissionais
de diversas especialidades), atuando desde a prevenção de futuras
enfermidades ou do agravamento do quadro, passando pela recuperação de
patólogias congênitas ou adquiridas, até a reabilitação total do
paciente Para atingir esses objetivos, a fisioterapia lança mão de
recursos físicos como base de sua técnica. Há diversas terapias por
movimento (cinesioterapia), por correntes elétricas (eletroterapia) e
por variações de temperatura (termoterapia), entre outras. Existe,
ainda, a RTM, que utiliza meios terapêuticos manuais.
A perfeita adequação do fisioterapeuta à dinâmica da saúde na
atualidade exige, como esclarece a Dra. Loa, que ele possua
conhecimentos abrangentes de todas as áreas em que intervém e seja
capaz, após o fisiodiagnóstico, de utilizar quaisquer métodos e
técnicas disponíveis ao tratamento do problema. Atualização constante e
dedicação integral são fundamentais.
VIVA O VERÃO MAIS NEM TANTO
O mesmo sol que bronzeia, embeleza e disfarça pequenas imperfeições
também pode tornar-se um inimigo feroz da saúde. Se, de um lado, os
raios solares colaboram em alguns processos - como o da síntese da
vitamina D e produção de cálcio -, de outro, causam queimáduras, o
envelhecimento precoce da pele e a manifestação de herpes, miliárias
("brotoejas"), micoses, furúnculos, foliculites, melanoses e até
câncer. O herpes dos lábios, por exemplo, é bastante comum no verão.
Começa com pequenas bolhas sobre uma mancha avermelhada, inchando o
local, e às vezes provoca dor e ardência por três ou quatro dias. O
meio ideal de preveni-lo são os protetores labiais e o filtro solar no
corpo, e manter-se afastado do sol durante a crise.
As micoses constituem um outro mal muito presente nos meses de calor e
podem atingir várias partes do corpo. Os tipos mais freqüentes aparecem
em áreas de dobras (lugares bem úmidos), como virilhas, axilas e pregas
inferiores das mamas femininas; nas unhas e nos pés (popularmente
conhecida como "pé-de-atleta", com incidência maior entre os dedos); e
nas costas, peito e pescoço, principalmente, caracterizando as chamadas
"micoses de praia" .
Estas últimas têm início com manchas brancas, vermelhas ou
acastanhadas, que, embora ocorram em qualquer ocasião, ficam mais
evidentes no verão, pois o tecido lesado não se bronzeia. São causadas
por fungos e tratadas com cremes específicos, quando não medicamentos
orais.
Segundo estatísticas de dermatologistas , as micoses superficiais
respondem por cerca de 90% das consultas em seus consultórios nos meses
de grande calor. A médica Maria Lúcia Soares de Carvalho, do Hospital
Espanhol, confirma o expressivo número de casos nessa época do ano e
adverte sobre as costumeiras recidivas. Para mantermos os
microorganismos a uma distância considerável, ela recomenda cuidados de
higiene (banhos constantes, unhas limpas e aparadas, limpeza de
ferimentos com sabão e/ou antissépticos etc.),o hábito de secar bem as
dobras do corpo e os espaços interdigitais, o uso de sapatos arejados e
roupas leves (tecidos sintéticos esquentarli e retêm umidade) e a
observância de não se expor ao sol (ou expor-se mediante uma série de
precauções) entre as 10 e 16 horas.As recomendações valem, sobretudo,
para crianças e idosos, pois, enquanto os primeiros ainda estão
desenvolvendo suas defesas cutâneas, os mais velhos mostram-se
propensos a contrair infecções bacterianas pela diminuição dos
anticorpos em geral.
Fora as micoses, o verão "contribui" para o envelhecimento acelerado da
pele, pois é a estação em que a vaidade mais se sobrepõe ao compromisso
com a qualidade de vida. Pesquisas indicam que 22% das mulheres e 17%
dos homens entre 45 e 49 anos dão sinais do problema, entre o nível
moderado e avançado, o que 5ó tende a se acentuar com o passar dos
anos. Não bastasse o fotoenvelhecimento, sabe-se que a radiação
ultravioleta A (UVA) é a principal responsável pelo melanoma - a forma
mais grave de câncer de pele, que mata. Apesar de os raios UVA
incidirem na Terra durante o dia inteiro, muitos continuarn tomando sol
sem proteção, desafiando as ieis da natureza. Mas, lembre-se: mesmo que
não possamos enxergar os danos diários que nossa pele sofre, os riscos
são reais; os vilões agem no cotidiano. E os efeitos do sol se
acumulam. Ou seja: o sol de hoje ditará o futuro das nossas condições
de saúde.
Os adultos, em particular os que abusaram no passado, devem ficar
atentos. Cuidados com o sol iniciados na infânçia reduzem em até 85% o
risco de se ter câncer cie pele, porém nunca é tarde para mudar o nosso
ponto de vista e as nossas práticas. Comece com o filtro solar (fator
de proteção 15, no mínimo), reaplicado a cada duas ou quatro horas
(dependendo da cor e sensibilidade da pele, sudorese, contato
prolongado com a água...), e, se for à praia ou caminhar, leve
camiseta, boné, guarda-sol e óculos com lentes protetoras contra os
raios solares. Acha demais? Que nada! Não esqueça, também, de beber
líquidos constantemente, se quiser permanecer de bem com a vida.
Manchas ? Ninguém nasce com elas.
Já se foi o tempo em que a moda era pele clara e corpo recatado. Hoje,
o bronzeado é parâmetro de bem-estar e saúde, e a própria mídia reforça
este conceito equivocado exibindo sedutores músculos morenos.
Indivíduos de pele bem branca ou mais clara (aquela que nunca se
bronzeia, apenas se tosta), menos pigmentada que a dos amigos e
vizinhos, correm atrás do prejuízo para não se sentirem marginalizados.
Não importa quantas queimaduras solares enfrentarão, se há incidência
de câncer de pele na família, nada... Importa é o físico, a estética do
momento. Ah, os mais jovens e os afoitos! Não sabem que, um dia,
acertarão contas (seja lá quais forem) com o espeIho, presenciando o
nascimento de estranhas manchas ("pintas") em seu corpo.
Ora, a maioria delas é fruto de excessiva exposição solar no passado,
por abuso consciente ou falta de informação. Algumas, como as sardas,
são inofensivas, mas outras, infelizmente, chegam a evoluir para um
tumor. Conheça, a seguir, as principais espécies de manchas e
preocupe-se, a partir de agora, em evitá-las a todo custo.
Sardas: aparecem no rosto e nos ombros de indivíduos claros, já na
infância.
Melanose solar: pequenas manchas escuras geralmente no dorso da mão de
pessoas mais velhas.
Melasma: pigmentação de áreas da face ou do lábio superior, que
acontece também na gravidez.
Leucodermia: manchas brancas que surgem, normalmente, no antebraço e
nas per oas de pessoas com mais idade que se expuseram ao sol em
demasia e sem cuidados.
Ceratose actínica: manchas castanho-avermelhadas em partes do corpo
expostas ao sol, podendo degenerar para o câncer de pele. Diferencia-se
das outras pela aspereza.
2004, UMA NOVA CHANCE DE RECOMEÇAR
Início de ano é sempre um período propício a reflexões, projetos e
mudança de rumos. Hora de virar a mesa e reverter as regras do jogo,
aproveitando todas as possibilidades que o novo nos oferece e a euforia
que nos provoca. Essa premissa vale para todos, mas cai como uma luva
no idoso. Muitas vezes, de tão cristalizado em suas "certezas", tão
acomodado em seus hábitos e comportamentos, ele tem um enorme receio de
alterar o curso de seus dias. Em nome de um passado (não
necessariamente bem-sucedido) e até das incógnitas à frente, evita
percorrer caminhos que podem levá-lo não só a gratificantes
descobertas, mas à saúde física e mental, à auto-estima e ao equilíbrio
emocional, recheando sua vida de mais qualidade, arrojo e
plenitude.
FATORES QUE TÊM IMPACTO SOBRE NOSSA SAÚDE E NOSSO BEM ESTAR
Uma pesquisa do Centro de Estudos do Envelhecimento da Unifesp,
iniciada em 1991 , confirma que as doenças na terceira idade e a
longevidade estão relacionadas à capacidade funcional do idoso. Quanto
mais autônomo eIP for, conseguindo se locomover, raciocinar, criar,
realizar tarefas, decidir e se expressar livremente, mais condições e
vontade terá de superar os obstáculos naturais da idade.
Batizada de Projeto Epidoso, a pesquisa é o primeiro estudo na América
Latina a acompanhar uma população de idosos (de ambos os sexos) ao
longo do tempo. Seus resultados, segundo os responsáveis, já são
levados em conta na formulação de uma política nacional de saúde para a
terceira idade, com a realização de campanhas que estimulem práticas
como a do exercício físico diário, aliada a atividades intelectuais,
trabalhos manuais, lazer e formas de convivência social.
Um excelente meio para corpo e mente manterem-se acesos é o retorno aos
bancos escolares. Hoje, existem as universidades da terceira idade,
freqüentadas por maiores de 50 anos, que não exigem vestibular e, em
alguns casos, nem mesmo o diploma de ensino médio. Em cidades como o
Rio, há opções de sobra e para todas os gostos e necessidades, seja em
instituições de ensino públicas ou privadas. Um dos programas mais
conhecidos é o da UERJ, com sua UnATI (Universidade Aberta da Terceira
Idade), levando ao idoso uma série de conhecimentos abrangentes e
outros específicos, relacionados diretamente ao processo de
envelhecimento.
Na Gama Filho, o idoso participa de intensa maratona curricular e
extraclasse, composta de aulas, palestras, debates e teleconferências a
respeito de temas variados - desde os mais tradicionais, como Economia,
Direito, Filosofia, Letras, Literatura e História, a Ciências
Ambientais, Informática, Sexologia e Terapias Corporais, entre outras
áreas de interesse do aluno. Como reforço, o idoso ainda assiste a
filmes e vídeos, apura sua afetividade nos GCS Grupos de Convivência e
Sensibilização, orientados por psicólogos e assistentes sociais - e faz
parte de grupo de dança e de coral, sem contar as domingueiras,
excursões, visitas guiadas, treinos de capoeira, hidroginástica,
ioga...
Por sua vez, a UnATI da Veiga de Almeida propicia a pessoas da terceira
idade oficinas de teatro, canto, corpo e movimento; arteterapia e
cromoterapia; práticas de relaxamento orientais; modalidades esportivas
e passeios culturais, com a supervisão de profissionais especializados,
sobretudo do campo da saúde. Também garante o acesso dos alunos aos
serviços prestados pela universidade, como o jurídico, o odontológico,
o fisioterápico e o fonoaudiológico.
Independentemente da idade e da escolha do curso, é cada vez maior o
número de idosos que buscam reciclar as suas experiências e emoções
através da educação continuada. O administrador de empresas Paulo
Roberto Valentim, de 63 anos, é um deles. Ele diz que já havia se
aposentado e estava se sentindo meio inútil, quando resolveu encarar
uma segunda faculdade. O mais interessante é que, convenceu a esposa a
acompanhá-lo. "E a faculdade que todo mundo pediu a Deus, porque os
alunos decidem juntos o que querem estudar e não há provas", conta o
carioca Paulo Roberto, que, até o primeiro semestre, era o único homem
da sua classe.
Já o paulista Henrique Missuni, de 71 anos, preferiu desafiar-se
cursando uma faculdade ao pé da letra, com horas seguidas de aulas
exames e tudo a que tem direito. Enfrenta corajosamente um ônibus com
destino à Cidade Universitária, faça sol ou chuva, pois pretende sair
de lá sabendo muito sobre Economia e Administração. Teve que esperar
até a aposentadoria para poder se dedicar ao que gosta, mas garante que
valeu a pena. "EscoIhi este caminho entendendo que não devia me
contentar com pouco e podia almejar mais", explica.
O mais contundente dos depoimentos, porém, é o da também carioca Rosa
Diegues Rossi, hoje com 68 anos. Desde os 60, ela é aluna de cursos de
atualização, que a ajudaram, inicialmente, a suportar as saudades do
marido (falecido nessa época) e a ausência dos filhos e netos já
criados. Segundo Rosa, a oportunidade de conviver com pessoas da mesma
faixa etária e que manifestam interesses semelhantes não pode ser
mensurada por gente de fora. "Temos de estar na situação para saber o
quanto é gratificante. Não estava propriamente em busca do tempo
perdido, como tantas pessoas, mas voltei a vibrar e a ter vida. Com
toda certeza, ter a minha turma de faculdade, participar de um grupo
onde me sinto atuante, representa uma plástica interna que me dei de
presente" , afiança ela.
Cartilha dos que envelhecem com mais qualidade de vida e
dignidade
1- Manter uma alimentação saudável (rica em nutrientes para o
organismo, equilibrada, sem gorduras ou excessos de qualquer
natureza).
2- Dizer um "não" definitivo ao cigarro e a outras drogas.
3- Evitar o álcool (deixe-o apenas, se desejar, para ocasiões
especiais).
4- Conservar o peso.
5- Praticar exercícios físicos regulares (comprovadamente benéfitos,
sobretudo na terceira idade).
6- Dormir o suficiente para sentir-se bem (auxilia a consolidar a
memória, repor as energias físicas e mentais e produzir substâncias
químicas necessárias ao bom funcionamento do nosso corpo).
7- Consultar regularmente o médico como forma de prevenção de doenças
(especialmente aqueles que já sofrem de hiperten são, colesterol alto,
diabetes etc.).
8- Aprender noções de primeiros socorros e ensiná-las à família.·
Informar-se sobre tratamentos alternativos.
9- Cultivar a auto-estima através de cuidados pessoais, do lazer, do
trabalho, do contato com a natureza e do convívio com amigos e parentes
queridos.
10- Ler um bom livro, sempre que tiver oportunidade; escutar boa
música; beber um bom vinho; estudar um assunto novo.
11- Cercar-se de gente jovem, porque isso fará bem ao espírito.
12- Manter-se aberto à afetividade, a amizades e ao que der e
vier.
E o mais importante: fique ativo atento ao mundo, mas sem esquecer de
rir, relaxar, dar um tempo para si mesmo, compreender, perdoar, ser
paciente com tudo e todos, não se "pré-ocupar" em demasia. Se não
conseguir alcançar nem um pouquinho dessas condições espontaneamente e
aparecer aquela ponta de angústia ou depressão, então procure uma ajuda
especializada (psiquiatra, psicólogo...), porque ninguém é de
ferro.

